Dados sobre a situação fiscal de Goiânia e declarações da Prefeitura apresentam contradição

Prefeitura diz que situação financeira da Capital está melhorando, mas dados da União mostram que só houve piora

Foto: Larissa Quixabeira / Jornal Opção

Em relatório divulgado na semana passada pela Secretaria do Tesouro Nacional, a Prefeitura de Goiânia apresentou dados alarmantes sobre a situação fiscal. Entre eles, uma nota tão baixa na Poupança Corrente, que o próprio número indica que será difícil elevá-la no próximo ano.

Entretanto, o prefeito Íris Rezende, nas últimas prestações de contas entregues à Câmara Municipal, tem dito que a situação da Capital está boa e que sua gestão tem conseguido reparar os danos financeiros causados pela gestão anterior.

Os números, no entanto, são contraditórios a essa prestação. Para se ter uma ideia, no relatório, que compara o exercício de 2016 e 2017, Goiânia ficou com nota C na capacidade de pagamento, o que significa que está impedida de ter aval da União em empréstimos.

A poupança corrente, que é a relação entre despesa corrente e receita ajustada ficou em 95,86%. Esse percentual corresponde à despesa da prefeitura e o restante, 4,14%, à receita ajustada. Isso indica dificuldade de elevar essa nota no relatório referente a 2018.

Contradição

É justamente nesse ponto que os dados se desencontram com as afirmações do prefeito, que insiste em dizer que sua gestão está recuperando a situação financeira da Capital. Ao Jornal Opção o Superintendente do Tesouro, da Secretaria de Finanças da Prefeitura de Goiânia, Eduardo Scarpa, disse que o prefeito não mentiu ao dizer que as coisas estão melhorando.

“Esses dados são com base em 2017 e os principais indicadores, como o da poupança corrente, levam em consideração os três últimos anos (2015, 2016 e 2017), quando ele (prefeito) fala que melhorou, está se referindo a 2018”, defendeu.

Segundo ele, a administração de Íris resolveu o déficit financeiro e tem se apoiado na recém aprovada reforma da previdência municipal. Questionado, então, sobre o relatório do próximo ano, Scarpa diz que acredita que os números serão melhores.

“Esse indicador leva em consideração uma média ponderada dos três últimos anos e o último, que será 2018, tem peso de 50%, o que deve aumentar a nota da Capital”, disse, acreditando que a prefeitura conseguirá reverter 95,86% de despesa corrente. O superintendente ainda acredita que a exclusão de 2015 do próximo relatório deve ajudar, pois considera que esse foi o pior ano para a situação fiscal de Goiânia.

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