Da forma que está, reforma tributária não será aprovada, afirma Vanderlan

Segundo o senador, há questões sem respostas e ausência de perspectivas para redução da carga tributária. Além disso, diz acreditar que o ideal seria a tramitação pós-reforma administrativa

Durante encontro virtual promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) nesta segunda-feira, 17, o senador Vanderlan Cardoso disse encarar como difícil a tramitação da reforma tributária nos moldes apresentados até o momento. O evento realizado para discutir a reforma contou com participação de diversas lideranças ligadas à Fieg.

Em sequência de críticas às propostas, duas do Legislativo e uma parte do Executivo, o parlamentar afirma que há questões sem respostas, o que estaria atrapalhando o andamento da matéria. Segundo ele, o que foi apresentado pelo governo sequer pode ser chamado de reforma, já que trata apenas de pequena parte.

“Da maneira que estão tentando fazer eu vejo com muita dificuldade”, destacou o político, que reclamou da ausência de explicações sobre a unificação PIS-Cofins em uma mesma contribuição com alíquota única de 12%.

Dificuldades

“Na nossa reunião para ouvir as explicações do ministro, cada parlamentar teve dois minutos. Não dá para elaborar uma pergunta em dois minutos. A gente vê que a reforma do jeito que está posta não vai prosperar por agora”, apontou.

Na leitura do parlamentar, a reforma terá mais chances se fatiada. “Se formos colocar estados, municípios e todos os demais interesses teremos que ter muito tempo para discutir, porque os interesses são conflitantes”, defendeu, cobrando respostas a questões próprias de Goiás.

“Em Goiás nós não temos consumidores, somos um Estado altamente produtivo desde que se instituíram os incentivos fiscais. Quando a gente questiona qual vai ser a compensação ficam perdidos, não tem o que apresentar”, apontou sobre o modelo unificado de cobrança.

Segundo o senador, para que a reforma prospere é necessário que o ministro Paulo Guedes deixe o ministério da Economia. Segundo o político goiano, parte dos equívocos são resultados das ações do ministro e disse que espera a troca já nos “próximos dias”.

Reforma administrativa

Ainda no encontro, Vanderlan disse temer que o país esteja nadando “contra a maré” com relação à ordem de tramitação entre as reformas tributária e administrativa. Para o senador, o ideal seria primeiro aprovar a reforma administrativa, de forma que seria possível prever a economia de gastos do Estado, podendo ser revertida em carga tributária menor na reforma tributária.

“Para uma reforma tributária sem a reforma administrativa é engano dizer que vamos ter impostos mais justo”, destacou o político goiano, acrescentando que os ajustes nos três poderes deve ser urgente. “Como o Estado é muito pesado, se não houver redução do seu tamanho não teremos carga menor, porque tem que arrecadar”, salientou.

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