Cúpula da CPI da Pandemia adia leitura e votação do relatório final

Relator Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que a decisão foi do presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), com seu consentimento

Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL) e Omar Aziz (PSD-AM): cúpula da CPI decidi adiar entrega e votação de relatório final | Foto: Reprodução

Após conversa neste fim de semana, a cúpula da CPI da Covid decidiu adiar a leitura e votação do texto do relator, Renan Calheiros (MDB-AL). O processo de conclusão dos trabalhos estava previsto para ocorrer nesta semana, a partir da terça-feira, 19. O colegiado do Senado ainda não definiu um novo calendário.

De acordo com o planejamento inicial, Calheiros começaria a leitura do relatório na terça. A expectativa era, após vista de um dia, realizar a votação do texto na quarta-feira (20). Senadores da oposição chegaram a afirmar que o documento seria entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) já no dia seguinte à deliberação.

Há opinião majoritária entre os membros do chamado G7, grupo que reúne parlamentares da oposição, críticos do governo Jair Bolsonaro (sem partido), de que existe um “timing” político a ser respeitado pela CPI.

Por esse motivo, o melhor cenário, de acordo com esse entendimento, seria acelerar a conclusão dos trabalhos, a fim de cobrar do Ministério Público Federal (MPF)uma resposta às sugestões de indiciamento que constarão no relatório.

O documento deve sugerir ao MPF e ao Ministério Público de Estados como São Paulo e Distrito Federal o indiciamento de mais de 40 pessoas, entre os quais o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por pelo menos 11 crimes —por ação e/ou omissão— durante a pandemia.

Em entrevista ao portal G1, Calheiros afirmou que a decisão foi do presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), com o seu consentimento. O emedebista declarou ao portal que o fato de ter mais tempo para “discutir o parecer” será algo positivo para o desfecho do colegiado —que conduz as investigações há quase seis meses.

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