Crônica de um zero a zero burocrático

Resultado frustra torcida e a confirmação do primeiro lugar do grupo fica para o jogo com Camarões, na segunda-feira

Cezar Santos

A seleção do México começa impedindo o ímpeto brasileiro. Até os seis minutos o Brasil jogou praticamente no próprio campo.

A torcida comemora gol de Fred, o bandeira corre para o meio. O juiz invalida. Além de impedimento, a bola não havia entrado. O apito amigo não funciona. Pior para o Brasil, péssimo para o torcida brasileira.  Melhor para o futebol.

O Brasil começa jogar por volta dos 11 minutos. Nervos mais calmos. Ganha domínio territorial. Neymar começa a chamar a responsabilidade para si.

Aos 17 minutos, primeiro chute, de Luiz Gustavo. Longe, muito longe. Nas descidas de Daniel Alves, abrem-se claros para exploração de contra-ataques do México.

Defesa mexicana joga em linha, fazendo Fred se impedir facilmente. Aos 23 minutnos, chutaço do México, que Júlio Cesar joga pra escanteio, mas o bandeira não vê. O adversário começa a gostar do jogo.

Aos 25, Brasil trança bem. Centro na área de Daniel Alves. Neymar, de 1,74 metro, sobe com Rafa Marques, de 1,84 metro, ganha no alto e cabeceia bem. Belíssima defesa do quíper mexicano. Ainda se diz quíper?

Meia hora de jogo, equilíbrio, com o Brasil deixando o adversário jogar. Isso é ruim. O bruááá da torcida é ensurdecedor.

O México não tem pressa. O empate é um resultadaço para eles. Por volta dos 35, o meio de campo mexicano predomina sobre o brasileiro. O México joga mais no campo do Brasil, mas com pouca efetividade.

Marcelo chuta pra gol, erra. Está louco para fazer um a favor, depois do autogol no jogo com a Croácia.

Felipão começa a mexer na disposição tática do time. Inverte Oscar com Ramires. Aos 40, chute perigoso dos mexicanos. Susto em Júlio Cesar.

O Brasil dá espaço. Aos 43 e 20, chance clara para o Brasil com Paulinho, que não consegue tirar do goleiro.

O Brasil joga com vontade, mas burocraticamente.

Ramires faz falta e leva o primeiro cartão do jogo, merecidamente.

Fim do primeiro tempo. Jogo não exatamente ruim. Não exatamente bom. As duas equipes com quatro pontos, o Brasil no primeiro lugar do grupo pelo saldo de gol.

Recomeça o jogo. Bernard no lugar de Ramirez, que não disse a que veio. Aos dois minutos, Bernard cruza. Quase gol.

O México dá uma aula de marcação. Chuta mais. Tem jogo mais compacto.

O 10 mexicano, Giovani dos Santos, começa a se destacar. Chutaço de Herrera, com muito perigo. O Brasil assiste.

Aguilar faz falta em Bernard e leva o segundo amarelo do jogo. O México continua chutando. O Brasil continua preso na marcação. A meiúca vermelha joga mais que a amarela.

Quando o ataque brasileiro melhora um pouco, Vasquez faz falta em Neymar e leva o terceiro amarelo. O 10 brasileiro cobra a falta, que passa rente ao poste.

Oscar não joga um décimo do que jogou contra a Croácia. Aos 21, Felipão conversa com Jô no banco de reservas.

Sai Fred, que ficou isolado, para entrada de Jô. O México se recompõe com muita rapidez quando perde a bola. Aos 23, quase gol do Brasil com Neymar.

Jô pisa na bola. Davi Luiz vira meio-atacante, chega com perigo. O Brasil melhora, embora sem coordenação, mais no voluntarismo.

O bruááá da torcida é estrondoso, contínuo.

Aos 29, sai Peralta. Melhor para o Brasil. Aos 30, boa triangulação Neymar, Bernard e Jô, que, sem ângulo, chuta pra fora.

Aos 33, falta feia de Thiago Silva no boleirão Guardado. Sem falta, o mexicano sairia na cara do gol. Amarelo justíssimo para Thiago. Giovani cobra e a bola estoura na barreira. Ufa!

O bruááá da torcida adquire um tom de impaciência.

William levanta no banco de reserva. Falta criatividade aos brasileiros. Neymar está sumido.

Oscar, que não entrou no jogo, sai do jogo. Entra William. Aos 40, cabeçada a queima roupa de Thiago Silva. O goleirão Ochoa defende. No rebote, a defesa rebate. Ochoa mostra que é um dos melhores do mundo na posição.

Aos 42, William recebe lançamento, entra na área, cai e pede pênalti. O apito amigo não funciona. Foi nada.

Aos 44, ataque do México. Chute perigoso de Guardado. Aos 45, quase gol do México. Brasil passa sufoco no finalzinho.

Fim de jogo. O segundo zero a zero da Copa. O jogo não foi bom, sem ter sido muito ruim. Foi um tanto burocrático.

Sei não, quem diria, parece que Hulk fez falta. Resultado justo pelo que os dois times jogaram.

Os brasileiros saíram chateados, mas não fizeram por merecer resultado melhor, mesmo considerando que Ochoa foi o melhor em campo.

Que venha Camarões para que o Brasil crave a liderança do grupo.

 

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