“Criminalidade juvenil não é questão de sociedade, mas sim de índole”, diz deputada Magda Mofatto

Parlamentar, que faz parte da comissão que discute a diminuição da maioridade penal, garante que crimes cometidos por adolescentes chegaram a patamares inimagináveis

Foto: Sarah Teófilo

Foto: Sarah Teófilo

Integrante de duas comissões polêmicas na Câmara Federal, a deputada federal goiana Magda Mofatto (PR) esteve na Assembleia Legislativa de Goiás na última terça-feira (26/5). Na ocasião, a deputada, a favor da diminuição da maioridade penal, falou sobre a comissão da Câmara que discute a proposta. “É uma discussão muito séria e grave. Fazemos audiência pública semanalmente.”

A parlamentar explicou que o cantor Amado Batista foi convidado a comparecer à Casa nesta quarta-feira (27/5), para dar depoimento como uma pessoa comum, conforme Magda. “A criminalidade juvenil chegou a patamares jamais imagináveis, aceitáveis. Não é questão de sociedade; não é questão de procedência de berço. É questão de índole”, garantiu.

De acordo com a deputada, “se fosse questão de sociedade, de berço, não teríamos garis que vêm de situações muito humildes e são pessoas sérias, íntegras e trabalhadoras”. Com audiências públicas realizadas constantemente, Magda sustenta que percebe um apelo da sociedade, tanto nos encontros quanto por meio das redes sociais. “A manifestação das pessoas é absolutamente favorável à redução da maioridade penal.”

Magda Mofatto  também faz parte da Comissão Especial Contra o Desarmamento, em que defende o direito de legítima defesa do cidadão. “Não queremos morrer nem deixar nossos familiares morrerem como gado no abatedouro”, disse, defendendo que o “cidadão do bem tem direito de se defender dos bandidos”.

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Lita Carneiro

Concordo que a criminalidade juvenil é questão de índole, mas também falta de punição. Onde já se viu um brutamonte de quinze a dezessete anos de idade, até mais alto e forte que muitos policiais, serem tratados como imputáveis? Cadeia para essa corja juvenil. Tolerância diante dos “malfeitos”, não, e não!