Criação de museu vivo no Palácio da Cultura é defendida por arquiteto da antiga sede da Alego

Grupo de trabalho já foi organizado para o desenvolvimento das propostas de alterações no local

Após anos de uso pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o prédio localizado no Bosque dos Buritis retornou para a Prefeitura de Goiânia. A proposta de utilização do local é a criação do Palácio da Cultura no local. Ao Jornal Opção, Elder Rocha Lima, autor do projeto arquitetônico inicial da antiga sede, contou que a utilização do espaço deve ser para a criação de um museu vivo, não apenas um local de exposições. Durante mais de 60 anos, o prédio foi ocupado pelo parlamento goiano. Atualmente, a sede da Alego está localizada no Park Lozandes, em Goiânia, e leva o nome do ex-prefeito Maguito Vilela.

O arquiteto defendeu a revitalização do prédio e argumentou que um projeto de arquitetura não é feito só pela fachada, mas também pelo entorno. Elder conta que foi ele quem desenvolveu o projeto inicial, mas que, nos últimos, anos observou as mudanças e alterações no espaço. “É natural que isso aconteça. Atualmente, tem anexos que são coisas que enfeiam a edificação e não foram bem resolvidas. Foram alterações que, para Alego, funcionaram. Já para um Palácio da Cultura, não”, explicou.

Com a intenção que o Palácio de Cultura seja movimentado todos os dias do ano, o funcionamento do espaço está previsto para maio, como antecipou o Jornal Opção. Atualmente, a proposta é reorganizar os espaços já disponíveis no local. Serão transferidos ao prédio, o Centro Livre de Artes (CLA), o Museu de Artes de Goiânia (MAG), além de que ensaios da Orquestra Sinfônica de Goiânia também serão realizadas no Palácio. Já no auditório, está prometido a construção de um teatro. A ideia é que o Palácio Cultural seja movimentado todos os dias do ano, com apresentações culturais, nas áreas interna e externa, exposições permanentes e com aulas.

Elder Rocha Lima, arquiteto e artista plástico | Foto: Reprodução

“Acredito que não se deve transformar em um museu onde coloca coisas que não vão ser vistas, mas sim um museu vivo, com música, teatro, todo um aparato cultural. Queremos ampliar isso ao máximo. Quando sonho com o Palácio Cultura, acredito que vai ser um acontecimento nacional”, contou Elder. 

Para o desenvolvimento das propostas de alterações no local, um grupo de trabalho com arquitetos e engenheiros foi organizado, junto à secretária de Relações Institucionais. Elder conta que não estará presente, mas estará disponível para prestar assessoria, que poderá fazer na prefeitura restaurar o projeto inicial. A decisão em dedicar o espaço para arte foi definida, principalmente, pela economia que o Paço terá com aluguel que, hoje em dia, estão avaliados em uma média de R$ 150 mil mensais.

Outras propostas

Com a intenção de ser um projeto para integrar a cultura goiana em um espaço, o Palácio da Cultura terá diversas funções. Porém, para a arquiteta Narcisa Cordeiro, o local também deveria ser utilizado para tornar Goiânia uma cidade foco de discussões ambientais. Para ela, o Palácio da Cultura seria uma boa oportunidade para a criação e instalação do Museu AA, para homenagear Atílio Côrrea Lima, o paisagista que realizou o plano urbanístico de Goiânia, e Armando de Godoy, urbanista que colaborou na construção da cidade.

“Acho bem vinda a proposta de globalizar as coisa. Agora, lá dentro, é preciso também acomodar os museus caracterizados, dentro do bojo da estrutura maior. O próprio Bosque dos Buritis é um projetado do Atílio. Então, harmoniza com o espaço. O co-autor, Armando de Godoi, é o projetista do setor sul. O Museu é uma chave para tornar Goiânia como símbolo ambiental, de turismo científico”, explicou Narcisa.

Uma resposta para “Criação de museu vivo no Palácio da Cultura é defendida por arquiteto da antiga sede da Alego”

  1. Avatar Caio Maior disse:

    É oportuno recordar que o antigo “prédio” da Assembleia Legislativa tem denominação oficial – Palácio Alfredo Nasser” – e a memória histórica deve ser preservada.

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