Instituições funcionarão com 30% da capacidade e terão que medir a temperatura dos profissionais e crianças atendidas; Eventos sociais também serão flexibilizados. Entenda as regras

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Após guerra de liminares na Justiça envolvendo o funcionamento das instituições particulares que atendem crianças de 0 a 5 anos, o Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COE) e o Gabinete de Gestão de Crise bateram o martelo sobre o retorno da atividade, que deve ser autorizado a partir de segunda-feira, 19.

A presidente da Associação das Instituições de Ensino Particulares de Goiás (Aipeg), Eula Wamir, adianta que o protocolo a ser seguido inclui o funcionamento com 30% da capacidade, aferição de temperatura e uso de máscaras obrigatório para crianças a partir de 3 a nos. “O protocolo a ser seguido foi apresentado ontem. Ele é muito próximo ao que já fazíamos”, explica.

Sobre o funcionamento com 30% da capacidade, Eula acredita que o número é o suficiente para atender aos pais, já que muitos já viabilizaram a contratação de babás ou familiares para cuidarem das crianças.

A presidente da Aipeg também frisa que ficou estabelecido que a vigilância fará visitas para verificar o cumprimento do protocolo. “É o que queríamos, um retorno com segurança. Estamos nos organizando para voltar a partir de segunda, só falta a publicação do decreto, que deve ocorrer até sexta”, detalha.

A principal preocupação e motivação do Paço foi o aumento do número de crianças atendidas de forma improvisada pelas chamadas “mães crecheiras”. Segundo o vereador Wellington Peixoto (DEM), integrante do gabinete de crise, a saída encontrada por muitas mães que precisaram retornar ao trabalho acendeu o alerta das autoridades.

Ele explica que muitas crianças têm sido atendidas em espaços pequenos, sem estrutura e preparo técnico como o dos berçários e creches. “Esses espaços estão preparados para receber as crianças de forma mais segura, por isso a prefeitura entendeu que a flexibilização se faz necessária”, resume Peixoto.

Outras flexibilizações

Os eventos sociais e feiras de negócios também serão liberados, desde que obedecidos os protocolos que garantam o distanciamento social, lotação de 50% da capacidade ou até 150 pessoas, entre outras medidas sanitárias. “Agora é só elaborar o decreto e a nota técnica vem logo em seguida”, diz o líder do prefeito na Câmara.

Outra pauta que deve ser discutida pelo gabinete de crise é a liberação dos clubes na capital. “Caldas Novas liberou, os condomínios liberaram, por isso solicitei e o tema será deliberado na semana que vem”, adianta Peixoto.