CPI para investigar transporte público da Região Metropolitana de Goiânia é instaurada

Parlamentar aponta problemas como a superlotação dos ônibus, falta de segurança, ausência de qualidade, tarifas altas e longo tempo de espera nos terminais

O deputado estadual Delegado Eduardo Prado, vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor, encaminhou nesta quinta-feira, 21, requerimento para instaurar Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), a fim de investigar possíveis irregularidades nos contratos de concessão do serviço de transporte coletivo de Goiânia e Região Metropolitana.

Contando com a assinatura de mais 14 deputados estaduais, a requisição visa averiguar a situação financeira e contábil das empresas já mencionadas, de forma a constatar se dispõem de condições para investir e oferecer melhorias aos usuários e disponibilizar integralmente sua frota de ônibus durante o período de vigência da situação de emergência na saúde pública decretada em Goiás em razão da disseminação do novo coronavírus.

O parlamentar quer analisar, também, a situação contábil e financeira das empresas. Ele aponta a má prestação do serviço de transporte público coletivo de Goiânia e da região metropolitana, que têm apresentado problemas diuturnamente relacionados à superlotação dos ônibus, geralmente em condições ruins, falta de segurança, ausência de qualidade, tarifas altas e longo tempo de espera nos terminais.

“É importante considerar que a realidade vivida é de exposição dos usuários do transporte ao contágio, ensejando a disseminação do vírus que produz uma doença potencialmente letal”, afirma Prado em sua justificativa.

O prazo para instalação da CPI é de 10 dias para instalação e a nomeação dos membros será feita pelo presidente da Casa, ouvidos os líderes das bancadas.

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