CPI da Enel ouve representantes do Inmetro

Órgão é responsável por analisar e averiguar as possíveis irregularidades nos medidores apontados pela distribuidora de energia

Foto: Reprodução

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Enel Goiás, comandada pelo deputado Henrique Arantes (PTB), ouve, nesta quinta-feira, 30, a Superintendente do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) de Goiás, Patrícia Pinheiro, e o técnico da instituição, Jair José.

A oitiva abordará questionamentos dos deputados sobre os métodos utilizados pelo Inmetro, na hora de aferição de equipamentos encaminhados pela Enel Goiás, quando considera que uma unidade consumidora está com medidor defeituoso. O órgão é responsável por analisar e averiguar, em Goiás, as possíveis irregularidades nos medidores apontados pela distribuidora de energia, principalmente após serem retiradas das unidades residenciais de origem.

De acordo com Henrique Arantes, muitas vezes, os consumidores nem ao menos participam do processo de aferição desses possíveis defeitos, e só tomam conhecimento quando a fatura de energia chega em casa com valores três, quatro vezes mais caros que o normal. “Até quando economizam em energia, a conta vem mais cara”, afirma.

Segundo orientação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os proprietários devem ser comunicados e convidados a acompanhar todo o processo, em casos em que haja a necessidade de aferição de medidores considerados defeituosos. O que tem acontecido, no entanto, são constantes denúncias de que a Enel não emite comunicados sobre a situação e faz a troca dos medidores sem anuência dos moradores.

CPI

A CPI que investiga a privatização da Celg e o contrato de prestação de serviços por parte da distribuidora de energia (Enel) foi instaurada, em fevereiro deste ano, na Assembleia Legislativa de Goiás.

Em agosto, será ouvida a ex-secretária estadual da Fazenda, Ana Carla Abrão. Estão previstas, ainda, sem datas definidas, oitivas do presidente da Enel Brasil, Nicola Cotugno, e do ex-governador Marconi Perillo.

 

 

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