Saúde em Rondônia colapsa, governador apela por médicos e mais leitos

No estado, o número de novos casos diários mais do que quintuplicou em apenas três semanas. Suspeita-se de que nova cepa do vírus circule no estado

Marcos Rocha (PSL) | Foto: Governo do Estado de Rondônia / Daiane Mendonça

Sem vagas para mais atendimentos, o estado Rondônia fechou acordo com o governo federal para transferir pacientes que estão em fila de espera para tratamento da Covid-19. A informação foi dada pelo próprio governador, Marcos Rocha (PSL), em pronunciamento na noite de sábado, 23. Rocha também apelou para que médicos vão até o estado ajudar as equipes de saúde.

O governador afirmou: “Temos equipes, mas tem uma profissão que faz grande falta: os médicos, aqueles que vão comandar essas equipes. Eu faço um apelo ao senhor doutor, a senhora doutora que, por favor, venham nos ajudar, ajudar os rondonienses porque nós temos os leitos, mas está faltando o senhor e a senhora para ajudar os demais integrantes da equipe de saúde.”

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Rondônia, são 543 pacientes internados em função da doença causada pelo coronavírus (Sars-CoV-2) após uma explosão no número de novos casos. O número de novos casos confirmados por dia passou de 270 (em 1º de janeiro) para 1.422 (na última sexta-feira). O número de casos ativos no estado foi de 12.263 para 18.438 no mesmo período.

Foto: Reprodução / Secretaria de Estado de Saúde de Rondônia

O prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), disse que o sistema de saúde da capital e do estado de Rondônia estão em colapso. A suspeita é que a nova variante com origem no estado vizinho, o Amazonas, seja responsável pela explosão de casos. “A situação hoje é muito mais grave daquela que tivemos no auge da pandemia em junho e julho. Hoje o sistema de saúde de Porto Velho está em colapso, todos os leitos da prefeitura e do governo estão ocupados. Provavelmente viveremos uma situação parecida com a que vimos no Amazonas”, disse o prefeito ao portal de notícias UOL.

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