Covid-19: Goiânia realiza busca ativa para combater atraso em notificação de casos

Queda de óbitos e internações pela Covid-19 na última semana é reflexo do trabalho feito anteriormente para combater subnotificação

Superintendente de Vigilância em Saúde, Yves Mauro Ternes | Foto: Reprodução

Na última semana, foram registradas diminuições de 35,3% em relação aos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e de 31,5% de Covid-19, além de queda de 29,4% no número de mortes na capital. Os números, no entanto, não significam diminuição da curva em Goiânia.

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Yves Mauro Ternes, os dados da última semana foram registrados após intenso trabalho de busca ativa por informações mais atualizadas a respeito de óbitos e de casos confirmados.

“Goiânia está um passo à frente do Estado, que é órgão apoiador enquanto os municípios são executores. Estamos fazendo uma busca ativa dos dados relativos a óbitos e internações para diminuir o atraso na informação”, detalha.

As informações são buscadas na Semas, pasta que recebe as declarações de óbitos de forma mais célere. Além disso, é feito o cruzamento de dados com o sistema de registro de óbitos da capital. Com isso, a prefeitura tem conseguido chegar a óbitos que não foram registrados como SRAG associada à Covid-19.

“Com essa estratégia tivemos um aumento há três ou quatro semanas. Muitos municípios não fazem isso, o que gera subnotificação e atraso nos boletins. Conseguimos reduzir esse processo. Além disso, temos acionado a Vigilância Sanitária para que autue e fiscalize os hospitais de Goiânia que não estão notificando os óbitos em até 24h”, acrescenta Yves.

Ainda de acordo com o superintendente, é possível observar uma tendência de redução tanto de internação quanto de óbitos em Goiânia. “Se verificarmos a nossa taxa de internação em enfermaria que no mês de agosto chegou a mais de 90%, hoje ela chega a 48% e a de UTI está em torno de 55%”, aponta.

“Temos desabilitado leitos Covid porque o leito vago gera prejuízo para o município. Então estamos tentando equalizar a taxa de ocupação com uma quantidade de leitos disponíveis para não falta leito. Mas garantindo também que não tenhamos prejuízo tanto financeiro como a falta de leitos para outras comorbidades”, conclui Yves Mauro Ternes.

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