Correntista será indenizada por cobrança de empréstimo não contratado

Banco não comprovou de forma suficiente a efetiva realização do contrato de empréstimo consignado . Além da indenização, empresa terá que devolver em dobro os valores descontados

Uma aposentada que teve descontos indevidos em folha de pagamento será indenizada pelo Banco Itaú. A decisão é do juiz Fernando Ribeiro Montefusco, da 2ª Turma Recursal Provisória dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), que declarou a inexistência do contrato entre as partes. O magistrado determinou ainda a restituição em dobro dos valores descontados.

“O ato ilícito ensejou a reparação, uma vez que o recorrente gravou o benefício previdenciário da recorrida com um contrato de empréstimo inexistente, retirando dela parte da renda destinada à sua subsistência”, entendeu Fernando momento em que argumentou que ficou configurado que o contexto transbordou os limites do mero aborrecimento”, afirmou o magistrado. Ele ressaltou que o banco não comprovou de forma suficiente a efetiva realização do contrato de empréstimo consignado com a recorrida.

“O recorrente não pode limitar-se a afirmar de forma genérica a regularidade da contratação, não perfazendo ensejo ao dano moral e que eventual restituição de quantia deverá se dar na forma simples”, pontuou. Quanto à restituição em dobro dos valores indevidamente descontados, o juiz destacou que é devido à existência da má-fé. “Assim, a obrigação de devolver os valores em dobro não depende do elemento volitivo do fornecedor que os cobrará indevidamente, bastando que seja contrária à boa-fé subjetiva”, finalizou.

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