Corpos das vítimas do acidente aéreo ocorrido neste domingo são liberados para familiares

Identificação foi realizada por meio da análise da arcada dentária

Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação

Num esforço concentrado, peritos oficiais e odontolegistas do Instituto de Medicina Legal (IML) da Superintendência da Polícia Científica, identificaram em apenas cinco horas os corpos das seis vítimas do trágico acidente aéreo, ocorrido neste domingo, 24, no Distrito de Luzimangues, em Porto Nacional. A identificação dos cadáveres carbonizados foi realizada por meio da análise da arcada dentária.

Foram identificados Ranule Gomes dos Reis, 27 anos; Marcus Vinícius Molinari Reis, 23 anos; Lucas Praxedes Carvalho, 23 anos; e Guilherme Afonso Noé, 28 anos, todos jogadores do Palmas Futebol e Regatas; Lucas Vieira da Silva Meira, 32 anos, presidente do Clube e o piloto Wagner Machado Júnior, 59 anos.

Os seis corpos já foram liberados para os familiares, mas apenas o do presidente do Palmas foi retirado pela funerária na noite de ontem. Na manhã desta segunda-feira, 25, os familiares de Ranule, Lucas Praxedes Carvalho e Marcus Vinícius Molinari também compareceram aos IML para retirar os corpos dos atletas.

Lucas Meira será enterrado em Palmas, às 11h30, no cemitério Jardim das Acácias. Ranule e Marcus Vinícius serão enterrados em Minas Gerais. E Lucas Praxedes em Campinas (SP). O piloto Wagner Machado e o atleta Guilherme Nóe ainda estão no IML.

O acidente

O acidente aéreo ocorreu por volta das 8h30 deste desse domingo, 24, na altura do quilômetro 20 da TO-080. Os corpos foram encontrados totalmente carbonizados após o incêndio da aeronave. Para realizar os procedimentos de identificação, o IML recebeu documentos e fotos do sorriso dos familiares das vítimas.

O diretor do IML, Luciano Fleury explica que, rotineiramente, os Institutos Médico-Legais realizam identificação de pessoas por meio de datiloscopia ou pelo reconhecimento direto. Ele ressalta, contudo, que, em se tratando de cadáveres carbonizados, esqueletizados ou em avançado processo de putrefação, fica difícil e por vezes impossível o emprego dessas metodologias. “Nesses casos, torna-se necessário o exame Antropológico e Odontolegal para identificar os restos mortais de determinada vítima. E foi isso que fizemos em relação às vítimas desse trágico acidente”.

Segundo Luciano Fleury, enquanto o Perito Odontolegista realiza o exame para estimativa dos dados biotipológicos e das características individualizadoras pela arcada dentária, uma equipe multiprofissional do setor de Antropologia Forense do IML, composta por agentes de necrotomia e servidores administrativos, buscam informações e documentos da vítima com familiares, delegacias, hospitais e clínicas.

Documentos

A perita oficial e superintendente da Polícia Científica em substituição, Georgiana Ferreira Ramos, explica que, dentre os documentos solicitados aos familiares, estão o Prontuário Odontológico da vítima, que normalmente fica em posse de clínicas particulares ou da rede pública de saúde, e fotos do sorriso da vítima encaminhada por familiares em disponíveis em redes sociais. Após exames, procede-se ao confronto com a documentação odontológica (ficha clínica, radiografias e fotografias).

Além do exame odontoforense de identificação, o IML também realiza exames de Necropsia, Antropologia Forense, Lesão Corporal, Conjunção carnal, Ato Libidinoso, Embriaguez, Exumação, Entrada de Ossada, Abortamento, Pequenas Causas, Avaliação Psicológica, Natimorto, importantes para a análise da ocorrência de crimes que deixam vestígios e/ou para a identificação de seus autores.

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