Coronavac: Chile vai aplicar 3ª dose em imunizados com a vacina

CoronaVac, vacina produzida pelo Butantan │Foto: Divulgação

Decisão do país vizinho é importante porque pode impactar na estratégia brasileira em relação ao mesmo imunizante, fabricado pela empresa Sinovac

Em um movimento que pode influenciar no Plano Nacional de Imunização (PNI) do Brasil, o governo chileno anunciou que iniciará um plano de vacinação de reforço para as pessoas que foram imunizadas com a Coronavac.

Segundo o presidente Sebastián Piñera, a decisão foi tomada por conta da evolução da eficácia do imunizante e da ameaça de propagação da variante delta.

Assim como no Brasil, o Chile tem usado massivamente a vacina da empresa chinesa Sinovac em seu programa de imunização, que tem sido rápido e em grande escala. Até agora, 64% de seus 19 milhões de habitantes já foram imunizados com pelo menos uma dose e calcula-se que com 70% os números da pandemia comecem a arrefecer.

Nesta semana, um estudo realizado pelo Ministério da Saúde do Chile revelou que a Coronavac tem 58,5% de eficácia na prevenção do desenvolvimento de sintomas, abaixo de uma medição anterior e de outras vacinas que são aplicadas no país.

A subsecretária de Saúde, Paula Daza, explicou que o processo vai começar com pessoas com mais de 55 anos que receberam a Coronavac antes de 31 de março. Para o reforço, será aplicada a vacina da AstraZeneca. Já os menores de 55 anos receberão o imunizante da Pfizer em dose de reforço. Em relação aos vacinados inicialmente com o esquema de duas doses da Pfizer e AstraZeneca, Daza disse que eles continuarão a analisar para determinar quando podem precisar do reforço.

Diante da expansão da variante Delta do novo coronavírus, mais contagiosa que as anteriores, Alemanha, França e Israel darão vacinas de reforço contra a Covid-19, desconsiderando um apelo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para não o fazerem até mais pessoas de todo o mundo estarem vacinadas. Nesses país, a campanha de imunização tem sido feita com doses das fabricantes Janssenn, Moderna, Oxford/AstraZeneca e Pfizer/BioNTech.

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a França está trabalhando para distribuir as terceiras doses de vacinas contra Covid-19 aos idosos e vulneráveis a partir de setembro.

* Com informações do jornal O Globo.

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