Cooperativas goianas devem ter dificuldades nos próximos meses

Entidade de cooperativismo deve avaliar curva de contaminação por Covid-19, junto com autoridades do estado, para definir se haverá flexibilização gradual

Luis Alberto, presidente da OCB | Foto: OCB

Embora seja unânime o apoio às recomendações das autoridades de saúde dos governos estadual e federal, a avaliação é que o prolongamento da quarentena deverá causar grandes dificuldades, principalmente financeiras, para a maioria das cooperativas goianas a partir da segunda quinzena de abril ou início de maio.

Entre as maiores dificuldades enfrentadas estão a queda de vendas, cancelamento de contratos, aumento da inadimplência, dificuldade de obter crédito no sistema financeiro e, principalmente, forte redução na renda de milhares de profissionais.

O presidente do Sistema OCB/SESCOOP-GO, Luís Alberto Pereira, realizou conferências com presidentes e executivos das 30 maiores cooperativas goianas para a avaliação do cenário sobre a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no estado e os impactos econômicos em diversos segmentos como os de agronegócio, de crédito, de saúde, de transporte de cargas e passageiros, entre outras.

“Os impactos da crise causada pelo novo coronavírus têm atingido de forma distinta cada setor do sistema cooperativo de Goiás. Apesar disso representar grandes sacrifícios, recomendamos a todas as cooperativas que sigam as determinações do decreto do governador Ronaldo Caiado, além de reforçarem ações preventivas e de higiene”, diz.

Ele ainda afirma que irá acompanhar, nas próximas duas semanas, a curva de contágios do Covid-19 em Goiás para avaliar, em constante diálogo com as autoridades públicas do estado, a viabilidade de iniciar uma flexibilização gradual e responsável da quarentena nas atividades econômicas, a partir de 20 de abril.

A OCB-GO integra o Fórum das Entidades Empresariais, que tem negociado com o governo estadual implantação de medidas para a retomada planejada da atividade econômica em Goiás.

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