Convidado por CPI, presidente da AGR deverá explicar termo de cooperação assinado pela Enel

Relator da comissão, Cairo Salim (Pros) questiona se previsão de cronograma de obras e melhorias está sendo cumprido pela companhia

Presidente da AGR, Eurípedes Barsanulfo | Foto: reprodução

O relator da CPI da Enel na Alego, deputado Cairo Salim (Pros), explicou nesta quarta-feira, 9, o convite feito pela comissão ao presidente da Agência Goiana de Regulação (AGR), Eurípedes Barsanulfo, para prestar esclarecimentos aos parlamentares sobre o termo de compromisso firmado entre a Enel e o Governo Estadual.

Segundo Cairo, após a assinatura do termo, que requeria à Enel um cronograma de obras e melhorias do setor de energia em Goiás, nada teria sido feito pela empresa.

“Amanhã nós queremos saber dele os dados concretos e qual era realmente esse cronograma”, explicou o relator, que diz que a partir das explicações os parlamentares poderão cobrar a empresa de energia dentro dos acordos firmados.

Quando questionado sobre a possibilidade de a CPI propor um termo similar à Enel, o deputado sinalizou não ter confiança e questionou: “Se esse acordo com o governo não está sendo cumprindo, como vai ser com o nosso?”.

Procurada, a Enel se posicionou:

A Enel Distribuição Goiás esclarece que o novo plano de ações, acordado com o Ministério de Minas e Energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o governo estadual, vai acelerar o aumento da oferta de energia e a melhora da qualidade do fornecimento em todo o Estado. Para  alcançar os resultados previstos, a companhia está antecipando a execução de importantes obras estruturais para apoiar o desenvolvimento do Estado.

As medidas previstas possibilitarão ampliar em 26% a capacidade da rede de distribuição em todo o Estado nos próximos três anos, atendendo, principalmente, a demanda reprimida por capacidade de energia, o crescimento natural da demanda, além de aumentar a confiabilidade da rede de distribuição. Até 2022, serão acrescentados cerca de 1.500 MVA ao sistema elétrico do Estado, o que seria suficiente, por exemplo, para abastecer as cidades de Goiânia, Anápolis, Rio Verde e outros 28 municípios da Região Metropolitana. Com isso, até dezembro do próximo ano, a companhia atenderá 68% da demanda reprimida (462 MVA)  e vai zerar esse passivo até 2022, com as obras de infraestrutura maiores, como grandes subestações. As novas obras possibilitarão disponibilizar aumento de carga para indústrias existentes, além de apoiar a instalação de novas empresas.

Quando a Enel adquiriu a distribuidora de Goiás, em fevereiro de 2017, encontrou uma  demanda reprimida acumulada no período em que a companhia era estatal e conviveu com um volume de investimentos subdimensionado. Em 2017 e 2018,  a Enel investiu 3,5 vezes mais na rede elétrica de Goiás (cerca de R$ 750 milhões ao ano) do que a média anual realizada nos 10 anos anteriores no período em que a companhia era estatal.

 A Enel reforça que, a partir do plano de investimentos e manutenção já realizado pela companhia, a duração das interrupções de energia (DEC), reduziu de 32 horas em 2017, para 23 horas em 2019. A frequência das interrupções de energia (FEC) também foi substancialmente reduzida, passando de 18 vezes em 2017 para apenas 11 vezes em 2019, uma melhora de aproximadamente 40%, alcançando os melhores índices históricos da companhia. A empresa afirma que essa melhoria levou a empresa a ser reconhecida nos últimos dois anos como a distribuidora com a melhor evolução do Desempenho pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). A companhia esclarece que essa melhora nos índices de qualidade é resultado de investimentos na automação, modernização e ampliação da rede de distribuição, ações que estão entre as prioridades da companhia. A distribuidora ressalta, ainda, que está atendendo os limites globais de duração e frequência das interrupções  estabelecidos pelo contrato de concessão para 2019, que ainda prevê uma redução acentuada até 2022.

 

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