Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) – usado para reajustar quase todos os contratos de locação – chegou a quase 18% nos últimos 12 meses. Melhor saída, diante da crise, ainda é a negociação entre as partes

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Inquilinos que possuem aluguéis com vencimento em outubro devem redobrar a atenção. Acontece que, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) – usado para reajustar quase todos os contratos de locação – chegou a quase 18% nos últimos 12 meses.

Conforme mostrado pela revista Exame, a crise trazida pelo coronavírus implicou em um redução de até 50% dos contratos negociados. No entanto, agora, passados quatro ou cinco meses a partir das reduções, a tendência é que o aluguel volte a ficar mais caro.

Especialistas alertam que independentemente do momento de crise trazido pela Covid-19, os proprietários possuem o direito de reajustar os valores caso o contrato vigente contenha previsão de aumento pelo IGP-M a cada 12 meses.

Em entrevista à Exame, o vice-presidente da Administradora Renascença, Edison Parente, explicou que caso os proprietários decidam pelo reajuste, as imobiliárias terão uma enorme demanda para fazer o meio de campo com os inquilinos.

“Se o dono não quiser negociar, o inquilino vai buscar um imóvel mais barato. Tal movimentação deverá acontecer em dezembro ou janeiro”, disse. Contudo, diante do momento crítico ainda enfrentado pelos brasileiros, a melhor saída ainda é buscar um acordo que atenda os anseios de ambas as partes. (Com informações da Revista Exame)