Contra reforma da Previdência, servidores atribuem terrorismo à gestão Iris

Da tribuna, parlamentar chegou a dizer que, agindo daquela forma, categoria ficaria sem receber salário

Foto: Ângela Moureira

Servidores da Educação municipal e de outras categorias voltaram a lotar as galerias do plenário da Câmara Municipal na manhã desta quinta-feira (16/8) contra a aprovação da reforma da Previdência de Goiânia.

A categoria entoou gritos de guerra, reivindicando o arquivamento da matéria, que pode ser apreciada ainda nesta semana em sessão extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Durante sessão, os servidores vaiaram vereadores da base aliada favoráveis à proposta e chegaram a bater boca com alguns deles. Paulo Magalhães, do SD, chegou a ameaçar a categoria e dizer que, agindo daquela forma, não receberiam salário.

Por conta dos ânimos exaltados, o presidente Andrey Azeredo (MDB) precisou interromper a sessão e dar voz a um dos representantes da categoria.

Da tribuna, o sindicalista afirmou que a gestão do prefeito Iris Rezende age de forma terrorista ao dizer que, caso o projeto não seja aprovado, não será possível quitar a folha de pagamento ou pagar o reajuste da data base, previsto em lei e atrasado em dois anos.

Polêmica

Conforme adiantou o Jornal Opção, a gestão do prefeito Iris concordou acatar 18 das 32 emendas apresentadas por representantes sindicais ao projeto da reforma previdenciária. A categoria, entretanto, segue relutante e não abre mão de nenhuma das reivindicações.

Um dos principais e mais polêmicos trechos da matéria trata da mudança da alíquota de contribuição dos servidores. A categoria sugere que seja de 11%. Na proposta enviada pelo Executivo, entretanto, as alíquotas seriam de 12% a partir de 2019; 13% a partir de 2020 e 14% a partir de 2021.

À reportagem, a vereadora Sabrina Garcêz (PTB), presidente da CCJ, afirmou que a discussão não deve passar da próxima quarta-feira, dia 22. O relatório do vereador Wellington será apreciado e, sendo aprovado ou não, segue para plenário.

“Não existe necessidade de consenso com a prefeitura. Caso não chegue a uma definição, a matéria vai a plenário e as emendas serão apreciadas uma por uma”, explicou Sabrina.

Deixe um comentário