Evangélicos, Luiz do Carmo e Vanderlan Cardoso devem caminhar com a bancada religiosa, pela rejeição do PL 442/91; Jorge Kajuru também votar contra, mas de forma independente

Toda a bancada de senadores goianos no Congresso Nacional tende a rejeitar o Projeto de Lei (PL nº 442/91) que cria o Sistema Nacional de Jogos e Apostas, que legaliza cassinos, bingos, videobingos, jogos online, corridas de cavalo e jogos do bicho. Ao todo, no Senado, existem 81 parlamentares, sendo três de cada estado. Os três goianos já adiantaram que devem caminhar contrários à proposta: os senadores Luiz do Carmo (sem partido) e Vanderlan Cardoso (PSD), votando com a Frente Parlamentar Evangélica, em rejeição ao projeto, e o senador Jorge Kajuru (Podemos) adianta que votará contra a matéria, independente da bancada do partido ou da bancada evangélica.

Luiz do Carmo explica que irá votar contra a matéria por considerá-la um “incentivo à degradação moral dos brasileiros”. O senador é evangélico e ligado à Assembleia de Deus, que é liderada por seu irmão, o bispo Oídes do Carmo. “Os ganhos econômicos que a liberação dos jogos teoricamente traria provocariam como reação mais gastos na recuperação das famílias que sofrerão com as desgraças proporcionadas pelo vício nos jogos. Acredito piamente que legalizar os jogos de azar vai aumentar o endividamento e abalar as famílias. Espero que meus colegas senadores reflitam sobre as consequências desta proposta e rejeitem o projeto”, comentou o senador goiano.  

Este é um caminho similar ao recomendado pela Frente Parlamentar Frente Parlamentar Mista Católica Apostólica Romana, que é representada pelo deputado federal Francisco Jr (PSD) e também deve ser seguido pelo pessedista Vanderlan. Sua assessoria explica que a tendência é que ele vote contra o projeto. O político, assim como Do Carmo, é declaradamente evangélico e deve seguir a orientação da Frente Parlamentar Mista Evangélica, que tem recomendação parecida, pela rejeição do PL e deve ser o principal empecilho para a aprovação do texto no Senado Federal, ou até mesmo para a derrubada de um veto (257 votos são necessários na Câmara e 41 no Senado).  

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Independência

Por meio de sua assessoria, o senador Jorge Kajuru explicou ao Jornal Opção que aguardaria a recomendação da bancada do Podemos para refletir sobre a orientação da sigla. Isso, porque segundo ele, “é um assunto complexo, polêmico e merece ampla discussão”. O senador, porém, atualizou que não votará de acordo com nenhuma bancada, seja religiosa, ou do Podemos. “Minha bancada me deu independência e três meses atrás já me posicionei de forma contrária”, disse Kajuru.

*Atualizada 2 de março, às 13h55