Contas das gestões Pedro Wilson e Iris ainda aguardam julgamento na Câmara

Comissão de Finanças, Economia e Orçamento da Casa tem documentos sem avaliação desde 2002. Reunião de ontem foi suspensa por falta de quórum

Balanços e balancetes de ex-prefeitos | Foto: Marcello Dantas

Balanços e balancetes de ex-prefeitos | Foto: Marcello Dantas

A reunião da Comissão de Finanças, Economia e Orçamento da Câmara Municipal de Vereadores que avaliaria as contas atrasadas do ex-prefeito de Goiânia Pedro Wilson (PT)foi suspensa por falta de quórum na manhã da última quinta-feira (27/8).

Estão para análise documentos da gestão do petista, empossado na Prefeitura de Goiânia em 1º de janeiro de 2001, onde ficou até 2004. Segundo relatório obtido pelo Jornal Opção Online, constam para avaliação balancetes de março de 2002 e de novembro e dezembro de 2003 (o balanço geral deste ano está sub-judice), além do balanço geral de 2002 do ex-prefeito. Todos tem parecer favorável pela aprovação emitidos pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

Os relatores dos documentos foram Santana Gomes (PSL), hoje deputado estadual, e o vereador Djalma Araújo (SD). Eles seguiram parecer do TCM.

Está na fila de análise balanço geral de 2007 da gestão de Iris Rezende (PMDB) — aprovado sem ressalvas pelo TCM — e o balanço geral de 2011, já na administração de Paulo Garcia (PT), atual prefeito. O relator das contas é o vereador Elias Vaz (PSB).

Contas da Câmara rejeitadas

Também estão para avaliaçãoas contas do ex-presidente da Câmara de Vereadores de Goiânia Wladimir Garcêz, na época no PSDB. O TCM deu parecer pela rejeição do balancete de março e do balanço geral de 2002 do ex-presidente. Santana e Djalma acompanharam o tribunal. Caso o plenário da Câmara aprove os pareceres, ele pode ficar inelegível por oito anos.

Wladimir chegou a ser preso por duas vezes em 2012 durante a Operação Monte Carlo, suspeito de envolvimento com o empresário do ramo de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

As contas dos ex-presidentes da Casa Chiquinho Oliveira (PHS), Francisco Júnior (PSD) e Cláudio Meirelles (PR) — hoje deputados estaduais — e de Iram Saraiva (PMDB) e Deivison Costas (PTdoB) ainda serão analisados.

Bronca

Presidente da comissão deu bronca em colegas ausentes | Foto: Alberto Maia/Câmara de Goiânia

Presidente da comissão deu bronca em colegas ausentes | Foto: Alberto Maia/Câmara de Goiânia

A abertura dos trabalhos da comissão estava agendada para 8h30, mas até 8h55 apenas dois dos sete integrantes compareceram à Sala de Comissões da Casa: o presidente, Antônio Uchôa (PSL), e o peemedebista Denício Trindade.

“Quando se briga às vezes para se entrar numa comissão tem que ter compromisso. Os vereadores que deixaram de estar lá foram todos convocados e assinaram [requerimento de convocação] com antecedência”, bronquejou o presidente, referindo-se a Fábio Caixeta (PMN), Richard Nixon (PRTB), Pedro Azulão Júnior (PSB), Geovani Antônio e Thiago Albernaz (ambos tucanos).

“Eu não vou assumir esse encargo de deixar os novos ficarem velhos para não serem apreciados, como fez o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha [PMDB-RJ], que recentemente aprovou contas do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso [PSDB]”, continuou a reclamar Uchôa.

Ele ainda afirmou que irá manter os antigos pareceres do TCM e da Câmara tanto para as contas dos ex-prefeitos quanto para os ex-presidentes da Câmara. Depois, vai encaminhar relatório aos integrantes da comissão para, posteriormente, enviar para apreciação no plenário da Câmara. “Todos que chegarem lá vou analisar dentro do prazo regimental. E os que estão pendentes vou colocar em análise. Eu não vou assumir a um passado distante que pode respingar a mim.”

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