Consumo de alimentos ultraprocessados aumenta 16% na pandemia

Pesquisa revela que houve um aumento na ingestão de alimentos ultraprocessados

Excesso de comidas ultraprocessadas pode fazer mal para a saúde | Foto: Reprodução

Homens e mulheres de todo País com idade entre 45 a 55 anos consumiram mais alimentos ultraprocessados durante a pandemia. O uso desses produtos nessa faixa etária saltou de 9% em outubro de 2019, para 16% em junho deste ano. É o que aponta o novo estudo do Datafolha, encomendado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

O levantamento foi realizado este ano de 2020, e abordou pessoas entre 18 e 55 anos pertencentes a todas as classes econômicas de todas as regiões do Brasil. O estudo revela que salgadinhos de pacote ou biscoitos salgados foram os produtos campeões de consumo em comparação com o levantamento feito em 2019, subindo de 30% para 35% a proporção de pessoas que os consomem. O segundo lugar no ranking ficou com a margarina, maionese, ketchup ou outros molhos industrializados, cujo consumo subiu de 50% para 54% em 2020.

Na opinião da nutricionista do Idec Ana Paula Bortoletto, a tendência de consumir os processados deve continuar, “tendo em vista que nesse momento as políticas adotadas até agora para promover a alimentação saudável durante a pandemia foram muito tímidas e houve um aumento da publicidade e do apelo, tanto pela conveniência, quanto pela comodidade do consumo de ultraprocessados”. A nutricionista aponta também que o aumento no preço dos alimentos saudáveis é outro fator decisivo para o aumento do consumo dos alimentos ultraprocessados.

O clima insegurança e estado emocional em que a população está vivendo pode levar ao maior consumo das comidas ultraprocessadas, como os salgadinhos e biscoitos. A comida é uma válvula de escape para situações estressantes, como as mudanças de rotina causadas pela pandemia do novo coronavírus.  

“Durante a pandemia, devemos ficar ainda mais atentos à alimentação, uma vez que alimentos não saudáveis são causadores de doenças crônicas como diabetes, pressão alta e excesso de peso que, por sua vez, aumentam o risco de formas mais graves da covid-19 e também da sua mortalidade”, comenta a nutricionista.

(Com informações de Agência Brasil)

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