Consumidor irá sentir pouca diferença no bolso após alíquota zero de impostos federais no diesel S-10

Fim da alíquota para gás de cozinha e diesel S-10 foi anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo empresário do ramo de transportes, medida ainda não é o suficiente

Impostos federais cobrados são baixos se comparados a outros | Foto: Reprodução.

Na última semana, após os aumentos nos preços dos combustíveis e no gás de cozinha, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou que a partir da próxima segunda-feira, 1, os impostos federais cobrados em botijões de gás e no diesel S-10 serão retirados do preço final dos combustíveis. Apesar da medida, o impacto da alíquota zero será quase nada no bolso do consumidor final. 

Empresário do ramo de transportadoras, Gérlio Figueiredo, criticou a medida governamental e afirmou que o impacto financeiro nos cofres da empresa não será como o esperado. Segundo o empresário, os impostos federais não são os mais caros pagos pelos consumidores, mas sim as taxas pagas ao Estado e o valor cobrado pelas distribuidoras são as maiores vilãs no preço alto. Gérlio também espera que novos reajustes serão feitos nos preços.

Segundo a Petrobras, do valor cobrado pelo diesel S-10, apenas 9% são de impostos federais (Cide-Combustíveis), PIS/Pasep e Cofins. O maior custo é do combustível na petrolífera, 49%. Os outros 42% são referentes a distribuição e revenda (15%), custo do biodiesel (13%) e ICMS (14%). 

O custo dos 9% dos impostos federais cobrados correspondem a R$ 3,87, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para o consumidor final, o desconto sairia em torno de R$0,34 por litro.

Para o empresário, essa redução dos impostos federais não é muito significativa. “Quando a gente coloca na ponta do lápis, percebe que em uma enchida de tanque a redução é de menos de R$ 200”. Gérlio Figueiredo também pede mais economia para os empresários do ramo dos transportes, tendo em vista o serviço essencial que a categoria presta para segmentos do país. “Para nós do ramo, a economia deveria ser mais, já que temos outros gastos além do combustível e por fazer um trabalho essencial”, finalizou.

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