Conselheiros apontam caráter político em rejeição de contas da OAB-GO

Conselheira seccional Carla Franco Zannini pediu informações ao presidente Lúcio Flávio de Paiva sobre o caso

Conselheira da OAB-GO Carla Zannini | Foto: Reprodução/Facebook

Depois que as contas apresentadas pela seccional goiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO) dos anos de 2012, 2013 e 2014 foram rejeitadas por unanimidade pela Terceira Câmara do Conselho Federal da Ordem, conselheiros pediram informações ao presidente Lúcio Flávio de Paiva sobre o caso.

Esta semana, uma solicitação encabeçada pela conselheira seccional Carla Franco Zannini foi seguida por outros conselheiros e requer que a atual gestão informe questões relativas ao julgamento. “Nós entendemos que tem um caráter politico e, por isso, foi feito o pedido de esclarecimentos”, justificou Carla em entrevista ao Jornal Opção.

Os fins eleitoreiros são citados já que a rejeição das contas faz com que quem fazia parte das gestões anteriores fique inelegível, justamente em ano de eleição na Ordem do Estado.

As contas referentes a gestão de Henrique Tibúrcio foram rejeitadas por ilegalidade da criação de uma taxa no orçamento, com reserva de 47% do valor arrecadado, para investimentos da OAB-GO. Na avaliação da 3ª Câmara, o uso de tal artifício financeiro, interferiu na base de cálculo dos repasses obrigatórios da OAB-GO.

“Queremos saber se as contas que essa gestão apresentou também foram feitas da mesma forma que as gestões anteriores, se gerou ou não prejuízo e, em caso afirmativo, qual prejuízo isso gerou”, explicou a conselheira.

De acordo com ela, a expectativa é que a solicitação seja respondida o mais breve possível, uma vez que não só os conselheiros, mas também toda a classe de advogados, necessita de esclarecimentos. “Se não for rápido, nós vamos entrar com outro pedido”, garantiu Carla.

Solicitações

No requerimento, os conselheiros solicitam ainda que Lúcio Flávio esclareça se a OAB-GO foi intimada sobre o julgamento e se informou sobre o mesmo à diretoria que estava à frente da seccional naquele período. Além disso, questionam o motivo da seccional goiana ter defendido e concordado com a alteração retroativa na forma de cálculo dos repasses.

Confira o documento abaixo:

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