Conheça as suspeitas contra Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor, Fabrício Queiroz

Ambos são investigados por envolvimento em um esquema de rachadinha ao longo dos mandatos de Flávio na Alerj. O primogênito de Bolsonaro foi deputado entre os anos de 2003 e 2019

Foto: Reprodução/Internet

A principal suspeita que recai sobre os ombros do então senador Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Fabrício Queiroz diz respeito a prática de “rachadinha” ao longo do mandato de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), entre 2003 e 2019.

Desde que relatórios da Coaf — órgão de inteligência financeira — apontaram para uma movimentação financeira atípica por parte dos assessores de Flávio e outros deputados, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) abriu uma série de investigações que o levaram a acreditar que o então deputado tenha lavado R$ 2,3 milhões.

Tudo foi feito, na interpretação do MPRJ, por meio de transações imobiliárias e sua loja de chocolates, mantida em um shopping do Rio de Janeiro. Para a promotoria, a origem desses recursos é justamente o esquema criminoso instaurado no gabinete, à época.

A principal suspeita, é de que Queiroz — preso na manhã desta quinta-feira, 18, em uma ação da Polícia Civil e do Ministério Público, no interior de São Paulo — tenha sido o operador do sistema em favor do suposto enrriquecimento ilícito de Flávio.

Haja vista que o então deputado teria recebido, segundo relatório da Coaf, 48 depósitos em dinheiro, em julho de 2017, no valor de R$ 2.000,00, totalizando R$ 96 mil. Os depósitos partiram de uma agência bancária localizada dentro da da Alerj e os remetentes não foram identificados.

Os levantamentos mostram que Queiroz também acumulou um valor incompatível de patrimônio, mas outro detalhe também chamou a atenção dos investigadores: o volume de saques feitos por ele. Segundo informado pelo jornal Folha de S. Paulo, chegaram a ser cinco em único dia.

Ao ser preso na manhã de hoje, Queiroz foi surpreendido enquanto dormia em um imóvel do advogado Frederick Wasseff, em Atibaia. O jurista é o defensor não só de Flávio, mas também do próprio presidente, Jair Bolsonaro.

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