Confiança do empresário aumentou em junho

Segundo Fieg indicador antecipa tendências econômicas, o que pode contribuir para que empresários invistam

Foto: Reprodução

Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) teve alta de 0,4 pontos em relação a maio e alcançou 56,9 pontos em junho. As informações são da pesquisa realizada Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta quarta, 19. Por região, Centro-Oeste ocupa a segunda colocação, com 58,9 pontos.

Vale destacar que este aumento quebra a série de quatro quedas seguidas do indicador. Além disso, este está 2,4 pontos acima da média história (54,5). Pontua-se, ainda, que valores acima de 50 indicam empresários confiantes – a pontuação varia de 0 a 100.

Mesmo período

Em relação ao mesmo período do ano passado, também houve crescimento: 7,3 pontos. Na ocasião, o otimismo foi afetado pela greve dos caminhoneiros.

Para o economista da CNI, Marcelo Azevedo, o aumento da confiança pode ter relação com a expectativa de aprovação da reforma da Previdência. “De todo modo, é necessário uma melhora das condições efetivas dos negócios para alavancar a confiança dos agentes”, completa.

Conforme informações da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), o Icei antecipa tendências econômicas e, caso indique confiança, pode levar empresários a fazer investimentos, além de aumentar a produção e criar empregos. Segundo Fieg, estes são fatores decisivos para que se alavanque a economia.

Desempenho

Marcelo informa que o aumento da confiança em junho tem relação, ainda, de melhoras de perspectiva de desempenho da economia e das empresas. Sobre o indicador de expectativa, este chegou 61,7 pontos neste mês, 0,9 acima de maio.

Apesar disso, houve queda no índice de condições atuais. Perda de 0,2 em relação maio e valor final de 47,6.

Segmentação

Nas grandes empresas, o otimismo é maior, indica a pesquisa. Nestas, junho registrou 57,6 pontos; nas médias, 56,7; e nas pequenas, 55,8.

O Icei foi menor na indústria extrativa. Este marcou 54,3 pontos em junho, o que representou queda de 2,2 em relação a maio e 0,5 se comparado ao mesmo período do ano passado.

Já na indústria de transformação, o Icei chegou a 57,1 pontos. No da construção, 57.

Por região

Se for verificado por região, o Centro-Oeste ocupa a segunda maior pontuação do Icei, com 58,9 pontos, atrás apenas do Norte, 59,3. O Sudeste ficou na lanterna, com 55,4. Norte e Sul ficaram, respectivamente, com 56,8 e 56,7.

Para a metodologia, o CNI trabalhou com 2.400 empresas, de 3 a 12 de junho. Foram 940 pequenas, 898 médias e 562 de grande porte.

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