O advogado Adelúcio Lima Melo, condenado pelo Tribunal do Júri a 27 anos de prisão na última quarta-feira, 19, na madrugada deste domingo da Casa do Albergado Ministro Guimarães Natal, neste domingo, 23, em Goiânia. De acordo com a Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP), ele detento estava recolhido em uma sala destinada a advogados, usufruindo das prerrogativas da sua profissão.

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Adelúcio teria se aproveitado do benefício para fugir por uma janela que dava acesso à área externa do complexo. O homem agora é procurado pelas forças de segurança e denúncias que ajudem a levar ao paradeiro do homem podem ser feitas nos seguintes telefones: números: Polícia Militar: 190, Polícia Civil: 197, Secretaria de Estado da Segurança Pública: 181, e Polícia Penal: (62) 98360-725.

Condenação

Adelúcio Lima Melo foi condenado a 27 anos e seis meses de prisão pelo Tribunal do Júri como mandante do do assassinato do também advogado Hans Brasiel da Silva Chaves. O crime ocorreu em fevereiro de 2020, em Aruanã.

O inquérito policial aponta que o também advogado Wuandemberg Alvares Farias Silva, conhecido Vandim, foi apontado como mandantes do crime, e Rafael Alves da Silva, como executor. Wuandemberg a 15 anos de reclusão e Rafae a 17 anos e 11 meses, em regime fechado.

Crime

O crime teria ocorrido, segundo o promotor de Justiça Augusto Moreno Alves, após Hans Brasiel, 31 anos, se mudar para Aruanã e começar a atuar na mesma área do direito que Adelúcio.

Brasiel foi morto a tiros dentro do próprio escritório no dia 6 de fevereiro. A Polícia Civil chegou aos autores do disparo, um homem e um adolescentes dois dias após o crime.

A denúncia aponta que os dois advogado arquitetaram o plano de assassinar Brasiel mais de uma vez. De acordo com o Ministério Público, Wuandemberg teria entrado em contato com Rafael e oferecido R$ 7 mil para matar a vítima. Os mandantes do crime ofereceram a motocicleta e a arma utilizada no crime.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Adelúcio, o espaço segue aberto para manifestação

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) disse que foi informada do ocorrido e “reafirma seu compromisso com a legalidade e a ética profissional, destacando que não compactua com qualquer ato ilícito, contrário à lei ou tendente a frustrar sua aplicação, praticado por seus membros”. “Nesse sentido, espera que o advogado se apresente imediatamente às autoridades, ao passo em que apoia plenamente os esforços das forças de segurança para recapturá-lo”, diz a nota.

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