Condenada mãe que torturava filhos com martelo e água quente

Kátia Kélvia Alves admitiu agressão e alegou que estava nervosa e sob efeito de medicação controlada

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) condenou Kátia Kélvia Alves, residente do município de Formosa (GO), a 3 anos e 9 meses de reclusão, em regime aberto, por torturar seus dois filhos. À época, os adolescentes tinham 11 e 15 anos de idade e chegaram a ser agredidos com água quente, um martelo e um pedaço de pau. Relatórios médicos confirmaram a violência.

A decisão é da 1ª Câmara Criminal do TJGO que, por unanimidade, seguiu voto do relator, desembargador Nicomedes Borges, e endossou sentença do juiz da 2ª Vara Criminal de Formosa, Fernando Oliveira Samuel.

Consta dos autos que Kátia forçou seu filho mais novo a comer bananas contra sua vontade e, após vomitar em razão do excesso de comida, fez com que ele ingerisse seu próprio vômito. A mulher não negou os fatos e apenas afirmou, perante juízo, que estava nervosa e sob efeito de medicação controlada. Já seis filhos, quando ouvidos perante autoridade judicial, confirmaram as agressões da mãe.

Segundo o Conselho Tutelar, Kátia afirmou que jogou água fervendo em sua filha e que não a queria mais em casa, pois “poderia perder a cabeça com a adolescente e fazer coisas piores”. Além disso, os documentos médicos confirmaram a queimadura de segundo grau nas pernas da menina, causada pela água quente e lesões na mão esquerda do filho mais novo, “produzidas pela ação do martelo”.

De acordo com o desembargador Nicomedes Borges, a conduta de Kátia se adequa ao crime de tortura, pois ela agiu com intenção de causar, aos seus filhos, “sofrimento atroz e insuportável”.

Kátia alegou que vive em harmonia com seus filhos há mais de dois anos e, por isso, pediu a concessão do perdão judicial. O desembargador, no entanto, não observou nenhum dos requisitos para sua autorização. Ele esclareceu que, no caso de Kátia, se trata de um crime doloso e que, além disso, ela “teve tempo de refrear suas atitudes” e, ao invés disso, “denotou crueldade e maldade”. Por isso, a pena foi mantida inalterada.

*Com informações do TJGO

Deixe um comentário