Comurg diz que contrato questionado por vereadores representa economia de R$ 29 milhões

Em nota, companhia afirma que procedimento licitatório realizado pela Semad obedeceu os trâmites legais

Após denúncias feitas por vereadores da Câmara Municipal de Goiânia sobre supostas irregularidades em contrato assinado entre a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e a Neo Consultoria Administração e Benefícios Eirelli-EPP, a Comurg alegou que o contrato 048/2017, trouxe inúmeras vantagens para o município, incluindo uma projeção de economia de mais de R$ 29 milhões em quatro anos.

A companhia afirma que em 2016, portanto na gestão anterior, desembolsou mais de R$ 16 milhões para a manutenção dos veículos utilizados pela Comurg. Em 2017, ainda no modelo antigo de contrato, os gastos foram de mais de R$ 10 milhões. “No ano seguinte, visando garantir economia aos cofres públicos, a Comurg aderiu ao novo contrato e gastou apenas R$ 7,9 milhões com a manutenção dos veículos”, informa.

Desta forma, a Comurg defende que o novo modelo de contrato adotado pela atual administração apresentou uma relevante economia aos cofres públicos, reduzindo em 56% os valores destinados ao conserto e revisão dos automóveis utilizados pela Companhia.

“Além disso, a Comurg esclarece que o procedimento licitatório do contrato 048/2017 30realizado pela Secretaria Municipal de Administração (Semad) obedeceu os trâmites legais e seguiu dentro da normalidade”, diz a companhia em nota.

Denúncias

Entre as irregularidades apontadas pelos vereadores Zander Fábio (Patriota) e Clécio Alves (MDB) estão o abuso de preços, cotação em duplicidade, ausência das quatro cotações, descumprimento contratual, falta de fiscalização na execução do contrato, dentre outras ilegalidades.

Para solução do imbróglio, o vereador Zander entrou com um pedido de medida cautelar, junto ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), para que seja suspenso o contrato entre a Comurg e a empresa Neo Consultoria e Administração de Benefícios Eirelli-EPP.

“Vamos pedir providências ao prefeito Iris Rezende. É uma denúncia grave, que precisa ser apurada pelo TCM e Ministério Público”, concluiu Clécio, ao destacar que a Neo atua como intermediária e estaria obtendo lucro de 15% sobre o valor da nota do efetivo prestador de serviço.

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