Comurg demite mais de 700 funcionários aposentados sem Plano de Demissão Voluntária

Vice-presidente do Seacons de Goiás disse que acordos da Comurg com mediação do MPT foram apenas para assegurar que funcionários demitidos recebessem corretamente

Reprodução

Na manhã desta terça-feira (27/3) a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) começou a operar com 704 funcionários a menos. Isso porque o órgão dispensou os empregados aposentados que ainda prestavam serviços em diversos de seus setores. Não houve Plano de Demissão Voluntária (PDV).

A medida faz parte de um projeto de corte que prevê uma redução de R$ 10 milhões mensais na Comurg. De acordo com o presidente, Denes Pereira, as exonerações devem gerar uma economia de R$ 3,5 milhões mensais para a empresa.

Em entrevista ao Jornal Opção o vice-presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio Conservação, Limpeza Pública e Ambiental, Coleta de Lixo e Similares do Estado de Goiás (Seacons/GO), Rildo Ribeiro de Miranda, responsável por proteger os direitos dos trabalhadores da Comurg, disse que a companhia não deu abertura à contestações, “apenas decretou a ordem de demissão, e pronto”.

“Em nenhum momento houve a proposta de que ninguém fosse demitido, as reuniões já foram marcadas com o propósito de assegurar o pagamento de que fosse dispensado”, completou. A responsabilidade do Seacons, agora, é de acompanhar se os pagamentos dos funcionários demitidos serão feitos corretamente.

PDV

A Comurg deve demitir mais funcionários em breve mas, desta vez, haverá um Plano de Demissão Voluntária. A ideia é de oferecer aos servidores envolvidos um bônus em dinheiro para estimular o consentimento.

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