Compras de natal: A dica é não ter preguiça na hora de pesquisar

Gerente do Procon Goiás ensina ao consumidor como evitar dores de cabeça no fim de
ano

É época de Natal e, para além das comemorações e da celebração cristã, uma das principais
preocupações do consumidor é o impacto da data no bolso. Para ajudar quem ainda não
terminou de fazer as compras de fim de ano a ter menos dores de cabeça, o Jornal Opção
conversou com o gerente de pesquisa e cálculo do Procon Goiás, Gleidson Tomaz, que deu
dicas para os goianos.

Para ele, a principal dica que deve nortear os consumidores em datas tão consumistas como
esta é não ter preguiça de pesquisar. “Tem que ter esse hábito antes de comprar, é importante
ter essa preocupação com o orçamento, que, principalmente em dezembro e janeiro, conta
com despesas extras em relação aos demais meses”, disse, citando o IPTU, material escolar,
entre outros.

Tomaz indica que o ideal é fazer uma lista dessas despesas e da receita e, então, estabelecer
quanto irá poder gastar com a ceia de natal e com os presentes ou outros gastos que a
comemoração despende. “Faça também uma relação dos itens que não podem faltar na ceia e
aqueles que podem ser cortados, coloque no carrinho e some no celular, assim dá para saber
quanto vai sobrar para outras coisas”, recomenda.

Já quando o assunto é a compra dos presentes, o gerente alerta para ter cuidado com
parcelamentos muito longos. “É bom evitar o longo prazo e sempre verificar quanto vai ficar
no fim das contas, porque muitas vezes o consumidor fica atraído pela parcela pequena e se
esquece de reparar o quão mais caro ele vai pagar no montante final”, explica.

Algo pouco sabido e lembrado pelo especialista é que não se pode acreditar nas promoções
com mensais ditas “sem juros”. Segundo ele, isso é uma falácia. “Isso não existe, temos
sempre que desconfiar, por isso é importante comparar o preço entre as lojas”, disse.

É preciso, também, estar atento ao Código do Consumidor. Nem sempre o que se pensa ser
um direito de fato é. Tomaz conta que muita gente pensa que as lojas são obrigadas a trocar
produtos pelo simples fato de a pessoa não ter gostado do modelo ou não lhe ter servido.
“Isso não é uma obrigação, a loja pode se recusar a fazer a troca, o ideal é, na hora da
compra, perguntar ao vendedor como funciona no estabelecimento”, detalha. O gerente
explica, ainda, que é bom acordar com a loja, preferencialmente por escrito, que será
permitida a troca mediante essas condições antes de levar o produto.

No caso de defeitos, o estabelecimento, ainda assim, não é obrigado a trocar. Algumas coisas
têm garantia, mas isso apenas dá o direito do item ser enviado para a assistência técnica.
Depois de enviado, segundo Tomaz, a loja tem o prazo de 30 dias para solucionar o
problema. Aí, então, que, se não resolvido, o cliente poderá realizar a troca ou ser ressarcido.
“Para evitar esse desgaste, já que tudo isso demanda um tempo, que pode frustrar quem
comprou, ou mesmo quem ganhou o presente, é bom testar o produto dentro da loja ou
conversar com o lojista, antes da compra, uma forma mais fácil de resolver caso apresente
defeito”, indica.

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