Como voltar à rotina depois das férias? Especialista dá cinco dicas essenciais

Pais e filhos precisam se entender para que o retorno ao período de aulas seja sem sofrimento

Fim de ano é período de férias, pelo menos para quem ainda está na escola. Agora, com a volta às aulas, pais e filhos precisam retomar a rotina, o que pode ser motivo de sofrimento para alguns. Para conseguir administrar o tempo e entrar no ritmo outra vez, a psicóloga Lizandra Arita, diz que a chave é “escrever um roteiro e ir se adaptando ao longo do tempo”.

A pedido do Jornal Opção, a especialista deu cinco dicas essenciais para a volta às aulas ser agradável tanto para os responsáveis quanto para as crianças. Confira:

Participação

Antes mesmo do retorno oficial, a criança pode participar do processo todo que antecede ao dia D. “É preciso motivar a criança. Às vezes algumas escolas já avisam qual vai ser a turma com antecedência, daí a criança já pode saber os amigos que vão estudar junto, ela pode saber quem será a professora. É preciso, a cada dia, ir introduzindo uma informação, que aí a criança vai elaborando que o dia [de voltar à escola] está para chegar”, diz Lizandra.

Dependendo da idade, é possível ainda trabalhar a partir do calendário, de uma maneira mais lúdica, riscando os dias que passam para entender quando a data oficial irá realmente chegar. Todo tipo de participação é válida para motivar a criança.

 

Atividades nas férias

De acordo com a psicóloga, é muito importante mostrar para a criança que as férias são para se divertir e brincar, senão ela pode se tornar um adulto workaholic, que não consegue se desligar nunca.

Mesmo assim, é possível, em forma de brincadeira de escolinha, introduzir algumas atividades para o aprendizado durante as férias, de forma que o retorno à escola não seja tão impactante. “Outra coisa é reforçar alguns aspectos. Se a criança tiver problemas com caligrafia, por exemplo, o responsável pode exercitar esse lado em casa, sem muitas cobranças”, diz Lizandra.

Horários

Para que o horário não seja um problema na hora do retorno, é preciso entender bem a criança. “Algumas são de dormir cedo e acordar cedo, o que é natural para elas, por isso, estudar de manhã não é nenhum sacrifício. Mas, aquelas que não têm esse hábito, devem estudar à tarde”, explica.

Obviamente, alguns pais não têm escolha quanto ao horário e, portanto, devem começar a adaptação dias antes do fim das férias. “Antes de pensar no início das aulas é preciso pensar como o filho funciona. Uns 2, 3 dias antes do retorno pode-se começar a colocar a criança para dormir mais cedo, por exemplo, para acostumar”, acrescenta.

Psicóloga Lizandra Arita | Foto: Divulgação

Organização

Crianças menores de 10 anos podem encontrar dificuldade para se organizar e precisam do apoio da mãe em muitos momentos, mas, a partir desta idade, já se pode ensinar a fazer algumas organizações e criar uma espécie de quadro de regras para que o retorno seja cada vez mais natural.

Segundo a especialista, é possível, por exemplo, colocar o filho para organizar a própria mochila e sempre dizer quando ela deve realizar as tarefas. Por umas duas semanas com supervisão e ensinando e, a partir de então, orientando e questionando.

Observar

A chave de tudo, portanto, é entender a rotina, já que cada casa funciona de um jeito. É necessário entender como cada criança funciona melhor. Os pais precisam analisar quanto tempo seu filho leva para se arrumar, para realizar os deveres, para trocar de roupa, para se alimentar antes de ir para a escola. “Toda mãe de primeira viagem leva um tempo para se adaptar a isso. Ela pode escrever e ir vendo como funciona, adaptando-se ao longo do tempo”, orienta Lizandra.

Por fim, conversar sempre com a professora também pode ajudar, já que a confiança no educador é passada para os filhos e todo o processo fica ainda mais fácil.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.