As Lojas Americanas tinham um acordo prévio com suas fornecedoras de ovos de Páscoa. Com o rombo de R$ 20 bilhões tendo vindo a público, a varejista viu-se obrigada a movimentar-se para manter os preços, quantidades e condições acordados anteriormente.

O diretor comercial da companhia, Aleksandro Pereira, relatou ao jornal O Estado de São Paulo como se deram as negociações.

“Ficou um ponto de interrogação”, disse o executivo. “Temos marcas próprias (de ovos), especialmente as licenciadas – voltadas para crianças -, que são desenvolvidas sempre com um ano de antecedência.

Nas demais indústrias, viemos conversando ao longo do ano e chegamos a um volume e custo em novembro e dezembro. Já estava tudo fechado, mas não havia começado a emissão e o recebimento de pedidos”.Gigantes do mercado como Nestlé e Ferrerro Rocher estão na lista de credores da empresa de Jorge Paulo Leman.

Ainda assim, os débitos em aberto não foram impeditivos para que ocorresse o negócio e a solução adotada , uma vez que não se conseguiu obter junto aos fornecedores o prazo normal de pagamento para tais negociações (quinze dias) foi optar pelo pagamento à vista.“Eu não tinha muito tempo. Isso foi uma dificuldade. Foram duas semanas de conversas intensas. Foi como negociar com alguém que estava chateado”, conta Pereira.

“Nunca ficamos com o caixa zerado. Os pedidos de Páscoa tem faseamento, assim, não há desembolso do caixa de uma vez só. Para esse tipo de negócio, tínhamos como fazer. Assim como tínhamos para pagar os funcionários. Nossa operação não parou. Temos vendas e, assim, entra caixa”, disse.

Desta forma, as Americanas conseguiram assegurar o abastecimento de sua rede para uma das datas mais importantes de sua estratégia comercial e os produtos começaram a chegar 15 dias antes do Carnaval.

*com informações do Estado de São Paulo