Comitê Olímpico diz que não vai tolerar cartazes políticos em arenas

Organização da Rio-2016, porém, garante que manifestações verbais serão toleradas. Decisão tem como base decreto assinado por Dilma Rousseff antes de seu afastamento

Post no Facebook mostra torcedor que levou um cartaz de "Fora Temer" para a cerimônia de abertura dos jogos olímpicos, no estádio do Maracanã | Foto: Reprodução / Facebook

Post no Facebook mostra torcedor que levou um cartaz de “Fora Temer” para a cerimônia de abertura dos jogos olímpicos, no estádio do Maracanã | Foto: Reprodução / Facebook

O comitê Olímpico Internacional (COI) e os organizadores da Rio-2016 anunciaram que não serão tolerados cartazes políticos em locais de disputas esportivas durante os jogos olímpicos do Rio de Janeiro. Torcedores que insistirem em empunhar placas com dizeres de cunho político serão “gentilmente retirados” do local.

A decisão é uma interpretação do decreto de lei olímica assinado pela presidente Dilma Rousseff (PT) dois dias antes de seu afastamento, que prevê que o torcedor “não pode portar ou ostentar cartazes, bandeiras, símbolos ou outros sinais com mensagens ofensivas, de caráter racista ou xenófobo ou que estimulem outras formas de discriminação”.  Estabelece também que não se pode “utilizar bandeiras para outros fins que não o da manifestação festiva e amigável”.

O texto estabelece ainda que “é ressalvado o direito constitucional ao livre exercício de manifestação e à plena liberdade de expressão em defesa da dignidade da pessoa humana”.

“Queremos arenas limpas”, declarou Mario Andrada, diretor de Comunicações da Rio-2016. Andrada indicou, porém, que vaias e cantos com conteúdos políticos serão tolerados. “Se isso não fosse aceito, metade do Maracanã teria sido esvaziado”, declarou Andrada, numa alusão à vaia recebida pelo presidente em exercício Michel Temer (PMDB) na cerimônia de abertura dos Jogos.

Porem, no último sábado, a rede Mídia Ninja denunciou a retirada de um torcedor das arquibancadas da final de Tiro com Arco das Olimpíadas supostamente por ter gritado “Fora, Temer!”. Nos vídeos postados, é possível ver um grupo de pelo menos quatro policiais abordando um homem e depois conduzindo-o para fora do local de provas.

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