Comissão do Impeachment ouve responsáveis por perícia em documentos

Assistentes de defesa e acusação que analisaram o laudo também serão ouvidos. Na próxima quarta-feira (6/7) é a vez de Dilma Rousseff apresentar sua defesa

Comissão Especial do Impeachment 2016 (CEI2016) realiza reunião para ouvir testemunhas.  Mesa (E/D):  relator da CEI2016, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG);  presidente da CEI2016, senador Raimundo Lira (PMDB-PB).  Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Comissão Especial do Impeachment realiza reunião para ouvir testemunhas. Na foto, relator senador Antonio Anastasia (PSDB-MG); presidente da comissão senador Raimundo Lira (PMDB-PB). | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Comissão do Impeachment ouve nesta terça-feira (5/7) os peritos responsáveis pela perícia feita nos documentos entregues pela defesa. Os assistentes de defesa e de acusação que analisaram o laudo também serão ouvidos.

Os assistentes da acusação defendem que houve operação de crédito no atraso ao repasse de recursos dos bancos públicos para o pagamento do Plano Safra.

Já os assistentes da defesa não apresentaram discordâncias em relação ao laudo dos peritos. Ressaltaram que o documento confirma a tese já apresentada pelo advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, de que não houve dolo por parte da presidenta afastada.

Na próxima quarta-feira (6/7), Dilma Rousseff  (PT) deverá ser ouvida na comissão. Ela não deverá comparecer pessoalmente. A previsão é de que seja representada pelo advogado.
Ontem, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, negou pedido para incluir os depoimentos de delação premiada do ex-senador e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado no processo.

A defesa alegava que as gravações mostravam que a intenção do processo de impeachment é paralisar as investigações da Operação Lava Jato.

Segundo Lewandowski, a denúncia por crime de responsabilidade deve se ater aos fatos iniciais, que são a abertura de créditos suplementares sem autorização do Congresso e os decretos assinados em desacordo com a Lei Orçamentária.

Em depoimento de delação premiada, Sérgio Machado disse que repassou propina para mais de 20 políticos de vários partidos. Gravações mostram conversas entre vários deles sobre a Lava Jato.

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