Comissão da UEG mantém sigilo sobre investigação de desvios do Pronatec

Presidente do Conselho Estadual de Educação, Marcos Elias, e demais servidores da universidade foram ouvidos nesta terça-feira, 15

Marcos Elias Moreira: presidente do Conselho Estadual de Educação| Foto: Facebook

A Comissão da Universidade Estadual de Goiás (UEG) responsável pelo Processo Administrativo (PAD) que apura indícios de desvios dos recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) ouviu nesta terça-feira, 15, servidores envolvidos nas denúncias.

Foram arrolados para serem ouvidos pela comissão o atual presidente do Conselho Estadual de Educação e servidor da Coordenação Adjunta Pedagógica MédioTec, Marcos Elias Moreiras, além de Marcos Antônio Cunha Torres, Haroldo Reimer, Leonardo Batista Mendonça, Viviane Alves de Jesus e Joelma Dourado Lemos, todos servidores da universidade.

A investigação surgiu depois que a Controladoria-Geral do Estado de Goiás (CGE-GO) revelou o desvirtuamento de recursos públicos na execução do Pronatec.

Ao analisar as contas de 2018, a CGE constatou que a UEG recebeu R$ 8,99 milhões do Pronatec e utilizou R$ 8,65 milhões em despesas com pessoal. Desse total, R$ 4,8 milhões — ou seja, 53,4% do valor — foram gastos com 248 pessoas do apoio administrativo. A fatia inclui o reitor e membros da alta direção da Universidade. Outros R$ 2,3 milhões (26,1%) foram pagos a 324 professores e R$ 1,4 milhão (16,5%) repassado a 4.192 alunos.

A reportagem entrou em contato cm a UEG que por meio de nota informou que o processo segue sigiloso tendo em vista que é um procedimento investigativo, cuja publicidade deve ser restrita até que todos os trâmites jurídicos sejam realizados.

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