Comissão do BRT vai pressionar prefeitura para retomada das obras, diz autor da proposta

Colegiado já tem nomes indicados e esta semana deve escolher presidente e relator. Vereador Alysson Lima (PRB) diz que foco principal é fiscalização dos contratos

BRT está com 35% das obras concluídas | Foto: Renan Accioly / Jornal Opção

A Comissão Especial do BRT (em inglês Bus Rapid Transit), que ainda esta semana deve escolher seu presidente e relator, terá como principal tarefa a fiscalização dos contratos da obra em Goiânia. Segundo o autor da proposta de criar o colegiado temporário, vereador Alysson Lima (PRB), o objetivo é “pressionar a prefeitura e poder público para que a obra saia o mais rápido possível”.

Com o limite de Comissões Especiais de Inquérito (CEI) já instaladas na Câmara Municipal de Goiânia, a comissão do BRT terá um trabalho diferente das demais criadas na semana passada.

“Não é uma comissão de inquérito, portanto não tem poder de investigação policial. Não podemos convocar uma pessoa para depor, por exemplo, mas faremos um trabalho de fiscalização. Vamos fiscalizar os contratos junto à prefeitura, saber se os contratos com as empresas terceirizadas estão sendo cumpridos. É uma comissão diferente, mas acredito que podemos fazer um bom trabalho”, reiterou.

O vereador lembra que a obra, hoje paralisada, “se arrasta” e causa transtornos para a população. “Com apenas 35% das obras concluídas e atualmente paralisadas, acredito que o prazo estipulado hoje, que seria conclusão em 2019, já não será cumprido. Não temos previsão nem para este semestre de quando as obras serão retomadas”, afirmou.

Além disso, o colegiado deve apurar também a questão de acréscimos ao contrato original. “O orçamento original previa um gasto de R$ 370 milhões. Essa estimativa será mantida? Teremos acréscimo neste valor? No Brasil estamos cansados de ver obras superfaturadas. Precisamos ficar de olho nessa questão”.

Ainda no início deste ano, o prefeito Iris Rezende (PMDB) fez duras críticas ao projeto do BRT, chamando-o de “trambolho de concreto” e sugerindo uma divisão na linha, para que a faixa exclusiva não passe pela Avenida Goiás, no centro de Goiânia.

O vereador Alysson, por sua vez, defendeu a realização do projeto original. “A faixa exclusiva de concreto foi pensada para ligar a as duas pontas da cidade. Se for realizada da forma como foi planejada, acredito que tem o potencial para transformar o trânsito na questão do transporte coletivo. Além disso, conversamos em audiência pública com comerciantes da região, engenheiros e paisagistas e ficou claro que não vai afetar em nada a preservação do centro histórico. Se o prefeito quiser tomar decisão unilateral vai ter que arcar com as consequências”, disparou.

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