Comissão aprova projeto que regulamenta cassino, bingo e jogo do bicho

Texto polêmico do senador Ciro Nogueira segue agora para a Câmara dos Deputados

De pé, Blairo Maggi (relator) e Ciro Nogueira (autor do projeto) se cumprimentam. Ao lado deles, o presidente da comissão especial, Otto Alencar, e o senador Douglas Cintra | Agência Senado

De pé, Blairo Maggi e Ciro Nogueira se cumprimentam. Ao lado deles, o presidente da comissão especial, Otto Alencar, e o senador Douglas Cintra | Agência Senado

 

 

A Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional (CEDN), do Senado Federal, aprovou, na última terça-feira (16), em turno suplementar, o projeto que regulamenta a exploração dos jogos de azar. A proposta autoriza o funcionamento no País de cassinos e bingos, além de legalizar jogos eletrônicos e o jogo do bicho.

O texto aprovado foi o substitutivo proposto pelo relator, senador Blairo Maggi (PR-MT), e segue segue agora para a análise na Câmara dos Deputados.

O projeto integra a Agenda Brasil, que foi articulada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), com líderes partidários para incentivar a retomada do crescimento econômico do País.

Segundo o autor do projeto, senador Ciro Nogueira (PP-PI), o Brasil deixa de arrecadar em torno de R$ 15 bilhões anuais por causa da falta de regulamentação dos jogos de azar. No texto agora aprovado, ele definiu os tipos de jogos que podem ser explorados, os critérios para autorização e regras para distribuição de prêmios e arrecadação de tributos.

Na visão do senador, “é no mínimo incoerente dar um tratamento diferenciado para o jogo do bicho e, ao mesmo tempo, permitir e regulamentar as modalidades de loteria federal hoje existentes”. De acordo com Ciro, para cada um real hoje gasto com jogos legais, dois são aplicados em outros mantidos na ilegalidade.

“O país está enfrentando uma situação que vinha sendo colocada debaixo do tapete. A gente não poderia continuar fingindo que não existe o jogo clandestino, sem que a sociedade tenha o menor benefício quanto a isso”, afirmou.

A aprovação do projeto, no entanto, não contou com apoio unânime. Na semana passada, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) se posicionou de modo contrário dizendo que o jogo “concentra renda”, ao tirar dinheiro de muitos em favor de apenas um ganhador. Para o senador, práticas ilícitas envolvendo drogas e prostituição podem ser estimuladas com a regularização do jogo.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) se absteve da votação, apontando que tinha “muitas dúvidas” sobre o projeto. Ela disse que não se tratava de uma questão partidária ou de governo, mas opinou que o projeto deveria ser discutido de forma mais profunda. “Geralmente, a questão do jogo incentiva outras atividades que podem causar impactos negativos na sociedade”, afirmou.

Apesar dos questionamentos, o projeto foi aprovado na quarta-feira passada por 8 votos a favor e 2 contrários, além de uma abstenção. (Do Senado Federal)

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CHICOZ

Existem políticos sofistas, demagogos, haja vista que somos famosos internacionalmente pela prostituição, inclusive a infantil, pela lavagem de dinheiro (templos de fachada são ótimos para se lavar dinheiro e isto decorre da imunidade tributária das igrejas), drogas, pela corrupção, pela violência, e não nos esqueçamos “nobre”Senadora Hoffmann, da “lava jato”. Pessoas com este discurso tem pouco preparo, e outras intenções. O que causa a prostituição é a falta de perspectiva de trabalho e a fraca moral (a verdadeira), como também responsável pelas demais atividades elencadas pelos dois Senadores.Pensar que já votei neste senhor, Cristovam Buarque, em 2006, contrariamente ao conselho… Leia mais