Comerciantes e consumidores devem ficar alertas com golpes virtuais

Delegada de Repressão aos Crimes Virtuais mostra meios para garantir a segurança no comércio

Foto: Reprodução

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg) realizou esta semana, um seminário online sobre crimes cibernéticos. Nele, a Delegada de Polícia Titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Virtuais, Sabrina Leles, discutiu sobre quais são os crimes virtuais mais comuns e como se prevenir deles.

O presidente da Acieg, Rubens Fileti, afirma que houve uma grande demanda por parte dos empresários goianos para discutir a segurança nas redes virtuais. “Estamos passando por uma transformação digital dos negócios, o crime organizado se especializando e mostrando uma ‘criatividade’ acima do comum. Em contrapartida, o empresário não sabe pra quem recorrer”. Rubens complementa afirmando que a desinformação acaba sendo o maior problema para o empresário nesses momentos.

Além disso, os crimes mais comuns relatados pelo presidente da Acieg são o sequestro de dados, clonagem de número para contato e até mesmo clonagem de redes sociais. Em períodos em que o comércio é estimulado, como na Black Friday e no Natal, relatos desses tipos de crimes aumentam exponencialmente, de acordo com Rubens. Ele também afirma que são registrados mais de 20 ataques a comércios diariamente em Goiânia.

Prevenção

A delegada Sabrina Leles argumenta que não há uma “fórmula única” para garantir segurança tanto para os compradores quanto para os vendedores. “Cada tipo de comercialização exige um tratamento diferente. Por exemplo, a forma mais segura para um pequeno negócio é vender em lojas físicas. O empresário deve conhecer a realidade do seu negócio”.

Sabrina também ressalta a necessidade do comerciante se atualizar e investir na segurança online. “Uma das dicas mais fortes é o comerciante, mesmo o pequeno, estar sempre atento nas redes sociais, com a criação de perfis falsos, sites falsos. O nome da empresa vai ser prejudicado e o dono nem sabe que tem um site sendo usado com o nome dela”.

A delegada orienta para que os clientes que forem realizar suas compras online tomem medidas para garantir a segurança de seu dinheiro. “O comprador tem que desconfiar dos preços, checar se o site tem verificação dupla [aquele cadeado que aparece ao lado do endereço do site], jogar o endereço do site em fontes abertas [como Google, Yahoo] e verificar se não tem outras reclamações”.

Outra recomendação que Sabrina Leles dá é verificar o preço do produto no site e ligar nas lojas para checar a veracidade das promoções. Porém, ela também salienta: “Se você ficou na dúvida, não compre”.

E quem for pego cometendo crimes virtuais?

Muitos desses crimes online podem ser enquadrados no Art. 171 do Código Penal, como estelionato, em que um fraudador induz um comprador ao engano para obter uma vantagem ilícita. A pena é de até cinco anos de reclusão.

A delegada Sabrina Leles ressalta que, caso exista uma empresa laranja, o acusado pode também responder por lavagem de dinheiro, organização criminosa ou associação criminosa. Somadas, essas três penas podem levar a mais de 20 anos de reclusão.

O consumidor vítima de estelionato pode recorrer a qualquer delegacia distrital para prestar ocorrência. A Delegacia de Crimes Virtuais é acionada apenas em casos de organização criminosa ou quando há um valor muito alto envolvido (mais de 50 salários mínimos).

Amanhã é dia de black friday, momento em que muitos criminosos esperam para atacar o cliente mais inexperiente e menos desconfiado. Por isso a Delegacia de Investigações Criminais (DEIC) elaborou uma cartilha para auxiliar o consumidor a não cair em golpes e fazer compras seguras.

Veja aqui e baixe a cartilha

 

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