Comerciantes da Rua do Lazer temem que obra não seja concluída dentro do prazo

Para lojistas, faltou informação por parte da Prefeitura, e a queixa sobre queda no movimento continua, um mês após início das obras

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

A queda no movimento de clientes é a principal queixa dos comerciantes da Rua do Lazer. As obras de revitalização da Rua 8, no Centro de Goiânia tiveram início em 15 de abril deste ano, e, no mês de maio, pouco mais de um mês após o começo da reforma, os donos de estabelecimentos comerciais sentem que os reparos não estão fluindo conforme o esperado.

O Jornal Opção esteve no local uma semana após o início da revitalização. Na ocasião, a maior preocupação dos comerciantes era com barulho e a poeira, já que havia algumas máquinas operando. Eles informaram que o movimento tinha diminuído, mas esperavam uma melhora com passar dos dias.

A Graciene de Oliveira, funcionária de uma lanchonete, disse que a prefeitura está trabalhando, mas o ritmo é lento. “Eles estão trabalhando, a gente vê eles se movimentando, mas bem devagar”. Ela teme que a obra não fique pronta no prazo, e está preocupada em relação ao fluxo de clientes durante esse período.

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

“Está atrapalhando a gente que é comerciante aqui”, lamenta a Rejane dos Santos, funcionária de um salão de beleza da Rua 8. Segundo ela, os transtornos são grandes, mas eles não podem fazer nada: “É no tempo deles (prefeitura), não no nosso”. A comerciante disse ainda, que vê apenas duas pessoas trabalhando nos últimos dias: “Se ficar do jeito que está, não vai sair… só lá para 2020”, concluiu.

A Vanessa trabalha em uma loja especializada em chocolates. No mês passado, quando nossa reportagem esteve no local, os funcionários afirmaram que não tiveram tantos problemas em relação ao movimento em virtude do período de Páscoa. Agora, a funcionária diz sentir a queda nas vendas.

“Muita gente ligando e perguntando se a loja está fechada, e nós temos que ficar informando que está, sim, funcionando, que a rua não está interditada”, disse. Entretanto, ela informou que mais adiante as portas dos comércios precisarão ser fechadas, conforme o avanço das obras.

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Os lojistas com os quais conversamos acreditam que faltou um maior esclarecimento por parte da Prefeitura em relação ao não fechamento das lojas durante essa etapa inicial. No entanto, ainda se encontram esperançosos sobre o retorno que poderão ter após o fim da revitalização, em termos de aumento do fluxo de visitantes.

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

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