Comando da direção estadual do partido União Brasil tende a ficar com govenador Ronaldo Caiado

Delegado Waldir ressalta importância de equilíbrio de cargos entre DEM e PSL dentro do União Brasil; no próximo dia 6, convenção nacional conjunta será realizada para deliberações sobre a fusão

Ronaldo Caiado, governador de Goiás | Foto: Divulgação

Foi decidido o nome do partido que resulta da fusão entre o DEM e o PSL: União Brasil. Além do nome, o novo partido será representado pelo número 44 nas urnas. Decidida a cara do partido, a próxima definição é quanto aos representares dos diretórios estaduais. Em Goiás, especialmente aos integrantes democratas, probabilidade é que quem presida seja o governador Ronaldo Caiado (DEM), mas pesselistas ainda acreditam que ainda precisa haver diálogo quanto a isso.

Para o deputado federal goiano Zacharias Calil (DEM), a escolha de Caiado ao posto é quase natural, dada as grandes responsabilidades que o cargo demanda. “Na minha opinião, tem que ser ele. Só tem eu, o Zé Mário (DEM) e o Delegado Waldir (PSL). O presidente tem a prerrogativa de vários pontos, principalmente na parte financeira, já que fica com o fundo partidário, fundo eleitoral, e define de que maneira isso vai ser distribuído. Então tem que ser uma pessoa de confiança para não haver questionamentos posteriores”, explica.

Já para Delegado Waldir (PSL) acredita na necessidade de haver diálogo para a existência de um equilíbrio entre os representantes do DEM e do PSL dentro do União Brasil. “, O que a Executiva Nacional passou é: vai ter que fazer uma divisão entre DEM e PSL nos diretórios e nas executivas estaduais. Se o Caiado for o presidente, eu sou o vice, por exemplo. Se a Secretaria for dele, a Tesouraria é minha. Ou vice-versa. Vai ser bem equilibrado o comando do novo partido”, esclarece Waldir.

Já para Delegado Waldir (PSL) acredita na necessidade de haver diálogo para a existência de um equilíbrio entre os representantes do DEM e do PSL dentro do União Brasil. “, O que a Executiva Nacional passou é: vai ter que fazer uma divisão entre DEM e PSL nos diretórios e nas executivas estaduais. Se o Caiado for o presidente, eu sou o vice, por exemplo. Se a Secretaria for dele, a Tesouraria é minha. Ou vice-versa. Vai ser bem equilibrado o comando do novo partido”, esclarece Waldir.

No próximo dia 6, será realizada uma Executiva Nacional conjunta entre DEM e PSL para que sejam aprovados os projetos comuns de Estatuto e o programa do novo partido. Além disso, segundo Luciano Bivar, também será eleita a Comissão Executiva Nacional Instituidora, que é o órgão responsável por registrar o União Brasil junto ao Tribunal Superior Eleitoral – processo que pode demorar de dois a três meses. Evento será realizado no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília.

Nome e número

Já quanto à escolha do nome União Brasil para a representação da fusão, Delegado Waldir (PSL) e Zacharias Calil (DEM) explicam que a decisão se refere à representação de uma integração e ao fim da polarização. Waldir explica que o nome foi escolhido a partir de pesquisas qualitativas feitas em todo o Brasil. Segundo os resultados, União Brasil foi o que contou com maior aceitação do público. Dentro dos partidos, o apreço também foi grande.

“Esse nome escolhido pelo Luciano Bivar (PSL) e pelo ACM Neto (DEM) foi um dos mais aceitos pelo seu simbolismo, em um momento em que vivemos uma grande polarização. Ele traz o sinônimo de integração, unificação e pacificação”, opina Waldir. “União foi a palavra mais utilizada durante as reuniões, pelo que ela representa. Até fizeram brincadeiras. Colocaram aqui: Super União, União Super Orgânica”, acrescenta Zacharias Calil.

Durante a divulgação, o próprio presidente do DEM, ACM Neto, em concordância, explicou que este foi o nome com maior aceitação nos estudos, com a intenção de representar o fim da polarização do país – que se vê dividida entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (sem partido) no próximo pleito.

Quanto ao número escolhido, no entanto, não há consenso da origem, além de uma possível transição entre o 17 e o 25. “44 é um número bom. Não dava para ser 45”, opina Zacharias, pela possibilidade de remeter ao número do Democratas, uma vez que a premissa é promover um distanciamento de ambos os partidos e a construção de um novo, a partir da fusão.

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