Com suposto patrocínio de ditador da Guiné Equatorial, Beija-Flor é campeã do Carnaval

Presidente do país há 35 anos e acusado pela Anistia Internacional de violações de direitos humanos teria dado R$10 milhões para escola de samba

Foto: Marco Antonio Cavalcanti/ Riotur

Foto: Marco Antonio Cavalcanti/ Riotur

No fim da tarde desta quarta-feira (18/2) foi anunciada a escola de samba vencedora do Carnaval do Rio de Janeiro de 2015. A campeã Beija-Flor de Nilópolis, que entrou na Marquês de Sapucaí com o enredo  “Um Griô conta a história: um olhar sobre a África e o despontar da Guiné Equatorial. Caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade”, liderou a disputa desde o primeiro quesito.

De acordo com o Jornal O Globo, o ditador da Guiné Equatorial há 35 anos, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, teria patrocinado o desfile deste ano da escola. Segundo a publicação, o presidente do país africano acompanha o Carnaval carioca há dez anos e deu R$10 milhões para a Beija-Flor fazer um enredo que homenageasse o país que governa.

Para não ter sua imagem ligada a uma das ditaduras mais sangrentas do mundo, a escola teria feito referência à Africa e só falou diretamente da Guiné Equatorial em duas passagens do samba.

Com essa vitória, a Beija-Flor foi a vencedora, pela 13ª vez, do grupo especial do Carnaval carioca e continua sendo a maior campeã da era do Sambódromo.

O embaixador da Guiné Equatorial no Brasil desfilou em um dos carros da escola. O vice-presidente do país e filho do atual presidente assistiu o desfile em um camarote especial e saiu do Sambódromo logo após o desfile da azul e branco.

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