Com retorno de comércio da 44, ruas da região se fecham para fluxo de veículos

Medidas adotadas por empresários da região, com apoio da Prefeitura de Goiânia, tem objetivo de aumentar espaço nas ruas para que pedestres possam ficar distanciados. Carros estão proibidos de estacionar na região

Região da Rua 44 | Foto: reprodução

Com o retorno do comércio atacadista da Região da 44 na próxima terça-feira, 30, algumas medidas foram tomadas para mitigar as contaminações pelo novo coronavírus. De acordo com Jairo Gomes, presidente da Associação dos Empresários da Região da 44 (AER44), as ruas que compõem o polo serão fechadas, com exceção da Avenida Contorno e da 44, que permitirão apenas o trânsito de veículos, mas não o estacionamento.

Com isso, a entidade composta por lojistas da região pretende aumentar o espaço de fluxo para pedestres, permitindo maior distanciamento entre as pessoas, além de evitar a ida de camelôs e ambulantes para a região. Além dessas medidas, a AER44 tomou providências de realizar a desinfecção das ruas, pintura de meio-fios, disponibilização de álcool gel nos empreendimentos, dentre outras medidas sanitárias.


“Queremos que a partir de terça-feira a fiscalização esteja presente, não apenas a SMT, Guarda Civil Metropolitana, Vigilância Sanitária, Polícia Militar e demais órgãos de fiscalização da prefeitura. Isso quer dizer que com todo esse aparato de fiscalização, amparado pela PM e o fechamento das ruas, não teremos veículos estacionados e os ambulantes ficarão fora dali”, afirmou Jairo.

Quanto às filmagens divulgadas na última semana, em que as ruas da região estavam repletas de ambulantes e pessoas sem máscaras ou qualquer tipo de proteção contra a epidemia, o presidente garante que não irá se repetir. “No amanhecer de terça-feira vai mudar o cenário. Com a fiscalização 24 horas, ruas fechadas, nenhum estacionamento para podermos, além de afugentar o camelô e ambulante, darmos maior espaçamento para que as pessoas transitem por ali”, declarou.

No entanto, ele destaca que precisa que a prefeitura cumpra com o compromisso acertado em diversas reuniões, de fiscalização intensa na região. “Foi o que acertamos com a prefeitura, inclusive aportando recursos via convênio que temos, da AER44 com a prefeitura, estamos ajudando financeiramente a prefeitura a fazer uma fiscalização 100%”, informou.

Sem turismo de compra

Jairo explica que outro compromisso firmado da associação com o Comitê que discute a crise do coronavírus e a prefeitura, foi a proibição de caravanas de compradores para a região. “Queremos voltar na terça-feira com responsabilidade, com segurança, um bom ambiente, com menos gente, até porque estamos proibindo a vinda de turistas de compra de qualquer outro lugar do Brasil”, contou.

“Isso significa, 70% a 75% do público que vem à Goiás. Ao longo de quase 20 anos que existe a Região da 44, desde o primeiro shopping galeria que ali foi instalado, nós sempre tivemos uma relação harmoniosa com guias de excursão, que são os chefes da excursão. Nenhuma sai aleatoriamente de qualquer estado brasileiro e vem acessar nosso polo. Primeiro ele liga e vê se tem rede hoteleira. Ele não fica aqui só um dia, não chega e vai embora, precisa se instalar e para ter estacionamento seguro para o ônibus”, relata.

“Os hotéis não podem funcionar, com exceção dos hotéis que atendem os profissionais de saúde […] Não podemos receber ninguém do Brasil. Não tem estacionamentos privados e não tem rede hoteleira. Isso quer dizer que 75% do público de outros estados não virão”, afirma.


“E se um dono de loja de outro estado, Paraná, São Paulo ou Bahia queira vir a Goiânia? Pode vir, mas tem que vir de carro próprio, ônibus de linha ou por via aérea, mesmo com as restrições que está tendo em aeroportos. Pode vir, mas há de convir que isso vai diminuir muito. As restrições que propusemos quer dizer o comprometimento do setor produtivo dos empreendedores da região”, diz Jairo.

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