Com processo arquivado, estilista goiana denunciada por clientes vai à Justiça por danos morais

Ministério Público entendeu que não houve crime 

Divulgação

A estilista goiana Juliana Pereira dos Santos, conhecida nacionalmente por produzir vestidos de noiva exclusivos, se envolveu em polêmica com um grupo de clientes no início deste ano e acabou sendo indiciada por propaganda enganosa. Decisão recente do Ministério Público, entretanto, arquivou o processo diante da ausência de fato típico. Em outras palavras, o órgão ministerial entendeu que não houve crime.

Em fevereiro, um advogado representando 14 clientes de Juliana esteve na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon) e foi ouvido pelo delegado Webert Leonardo. A denúncia era de que a estilista estaria deixando de cumprir os contratos firmados com as noivas.

Na época, o inquérito realizado pelo delegado Frederico Maciel indiciou Juliana Pereira por crime contra as relações de consumo caracterizado por publicidade enganosa. O titular da Decon ouviu clientes e ex-funcionárias da estilista e concluiu que Juliana utilizava produtos inferiores aos que eram contratados pelas clientes.

A estilista classifica o caso como “crime de ódio” por parte de uma cliente que ficou insatisfeita. “Eu sou sincera e falo o que penso. Não adulo ninguém. A cliente ficou insatisfeita e até me ameaçou, disse que ia destruir minha vida”, conta.

Agora, Juliana garante que vai ingressar com ação na Justiça pedindo reparos pelos prejuízos sofridos. “Fiquei cerca de três meses sem fechar nenhum contrato. Eu saía na rua e as pessoas me reconheciam e faziam cara feia.”

De acordo com o advogado da estilista, o ação na Justiça será por calúnia, dano moral e pedido de retratação por parte dos jornais que cobriram o caso.

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