Passeata, que será realizada no dia 10 de junho, encerra Semana pela Legalização, que pretende informar e discutir liberação da erva no Brasil

canabidiol é uma das substâncias químicas encontradas na Cannabis | Foto: Maj. Will Cox/ Georgia Army National Guard
Concentração da marcha começa às 16h20 do dia 10 de junho | Foto: Maj. Will Cox/ Georgia Army National Guard

Chegando a sua 6ª edição em 2016, a Marcha da Maconha ocorre em Goiânia no dia 10 de junho, encerrando sete dias de discussão sobre a regulamentação do uso da erva no Brasil. O lema escolhido é “Chega de Hipocrisia: A Guerra às drogas mata pobre todo dia”, na proposta de questionar as políticas de proibição e combate ao tráfico da maconha.

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Para os organizadores, do coletivo Mente Sativa, são tempos de “retrocessos e crescimento do conservadorismo” e faz-se necessário “questionar o extermínio da juventude negra e pobre, moradora de periferia e o encarceramento em massa no Brasil, que não é eficaz contra a violência e serve apenas para aumentar o abismo social do país”. O objetivo é divulgar estatísticas de violência relacionadas à guerra contra as drogas.

A ideia é que, durante toda a semana, sejam promovidos debates e discussões com especialistas, além de atividades como a exibição de documentários sobre o tema. No dia da Marcha, a concentração começa às 16h20 na Praça Universitária e depois segue pela Avenida Universitária em direção à Praça Cívica.

Controversa, a Marcha da Maconha foi oficialmente autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2011. Embora fosse considerada por muitos apologia ao crime, oito dos onze ministros discordaram e, à época, ressaltaram a questão da liberdade de expressão para garantir os protestos. Atualmente, mais de vinte países já legalizaram a maconha em alguma instância.