Com o consentimento do PMDB nacional, Iris irá buscar apoio de Vanderlan, Caiado e outros

Para a cúpula do partido, a composição das chapas majoritária e proprorcional é uma definição que cabe exclusivamente à base goiana 

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Após muitas idas e vindas, o PMDB goiano parece ter finalmente tomado uma decisão definitiva em relação à sua cabeça de chapa. Iris Rezende é oficialmente o pré-candidato ao governo de Goiás. A homologação de seu nome ocorreu no fim da tarde desta quarta-feira (11/6) em uma cerimônia na Assembleia Legislativa. Com a definição, surgem agora especulações quanto às vagas restantes na chapa majoritária.

Em entrevista, o líder peemedebista afirmou que buscará o apoio de todos os grandes nomes da oposição, Ronaldo Caiado (Dem) e Vanderlan Cardoso (PSB) inclusos. “Agora, a partir deste momento, eu vou entrar em campo para estes entendimentos com os partidos que compõem a oposição. Buscarei a maior parte das legendas. Vamos falar com todos”, frisou.

Momentos antes do evento que oficializou a candidatura de Iris, começaram rumores de que o líder peemedebista anunciaria Vanderlan e Caiado em sua chapa. Apesar de os boatos se sustentarem em fatos e conversas recentes, o marqueteiro e presidente regional do PRP, Jorcelino Braga, aliado mais próximo de Vanderlan, negou essa possibilidade ao Jornal Opção Online. Ainda assim, as especulações a respeito persistem. Prova disso é que um peemedebista, durante a cerimônia desta quarta-feira, confidenciou que as articulações com o pessebista estariam bastante avançadas.

Além disso, sem esperanças para uma aliança com o PT já em primeiro turno, o PMDB goiano pode apoiar Eduardo Campos (PSB) para presidente, caso Vanderlan optasse compor como vice de Iris. O próprio presidente regional do PMDB, Samuel Belchior, afirmou na última segunda-feira (9) que a “grande probabilidade é apoiar outro candidato à presidência”.

Para a cúpula nacional do partido, a composição das chapas majoritária e proprocional é uma deliberação que cabe exclusivamente ao PMDB goiano. Durante a homologação da candidatura de Iris, o presidente nacional da legenda, Valdir Raupp e o vice-presidente da República, Michel Temer, destacaram que a base goiana possui a autonomia para definir quais rumos tomará daqui para frente. “Quem deve buscar as alianças agora é o pré-candidato. O PMDB nacional sempre dá a liberdade para a base local realizar as alianças necessárias”, afirmou Raupp.

Quanto ao inevitável fim da aliança entre PT e PMDB em Goiás, os políticos lembraram que há particularidades regionais que devem ser respeitadas. Para Raupp, o Partido dos Trabalhadores seria muito bem vindo na coligação, mas não vê como prejudicial a coligação apenas em um provável segundo turno. “Isso já ocorreu na Prefeitura de São Paulo e deu certo”, lembrou.

Em referência aos 59% dos votos alcançados durante a convenção nacional do partido nesta terça-feira (10), o que garantiu a aliança entre as duas legendas em nível nacional, Michel Temer destacou que o PMDB nunca apresentou uma unanimidade e que o importante é vencer. Sobre a realidade goiana, o discurso é semelhante ao de Raupp. “Evidentemente, se houvesse a possibilidade de aliança aqui em Goiás seria muito útil, mas se não houver, o Iris vai continuar com sua campanha.”

Homologação da candidatura

O imbróglio sobre a candidatura peemedebista vem desde o ano passado, quando o partido rachou entre os defensores da candidatura de Iris e a do então recém-filiado ao partido  Júnior Friboi. Em meio a um longo processo, repleto de ataques diretos e indiretos a correligionários, e incertezas – o que acabou afastando aliados importantes, como o PT – Iris Rezende retirou seu nome da disputa ao divulgar uma carta para a imprensa assinalando seus motivos.

Porém, a crise interna do partido não cessou com essa atitude e, desgastado, Friboi também decidiu se afastar do processo. Assim, Iris pôde ser homologado como candidato da forma como sempre desejou: clamado pelo partido.

Os deputados estaduais Daniel Vilela e Wagner Siqueira, assim como os federais Pedro Chaves e Leandro Vilela, que apoiavam a candidatura de Júnior Friboi, não compareceram ao evento. Marcelo Melo, pré-candidato à Câmara dos Deputados e um dos maiores entusiastas da campanha de Júnior Friboi, também não foi visto na Assembleia. O único ex-friboizista que marcou presença na cerimônia de homologação foi o deputado Paulo Cezar Martins, secretário-geral do PMDB.

“Até ontem eu não era pré-candidato, mas, em reunião com deputados do partido, fui convencido de que precisava disputar mais essa. Não tem goiano que deve mais a Goiás do que eu, por isso estou aí perdendo eleição, mas não canso. Pensaram que minha derrota em 1998 iria me esmorecer, pelo contrário, me agigantei ainda mais”, discursou o líder político enquanto era aclamado por centenas de peemedebistas.

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