Com nível de vazão do Rio Meia Ponte baixo, escassez hídrica no DAIA preocupa setor industrial

Reunião realizada nesta semana definiu que a Fieg coordenará grupo de trabalho para discutir e sugerir soluções para o enfrentamento do problema

Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA)


A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) coordenará um grupo de trabalho para discutir e sugerir soluções para o enfrentamento da atual situação hídrica do Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA). A decisão foi tomada após reunião realizada nesta semana com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte.

No encontro, foi apresentado pela Saneago um relatório de monitoramento que aponta que o nível de vazão do Rio Meia Ponte está 20% menor que o registrado no ano passado.

De acordo com Elaine Farinelli, assessora executiva do Conselho Temático do Meio Ambiente (CTMA) e representante da Fieg no Comitê, o dado traz enorme preocupação ao setor produtivo, pois coloca em risco a operação das indústrias instaladas no local e inviabiliza novos investimentos.

“Considerando o interesse do governo estadual em ampliar o DAIA em um milhão de metros quadrados, é fundamental garantir segurança hídrica aos potenciais investidores”, avalia.

O próximo encontro do colegiado está marcado para 23 de março, quando a Saneago apresentará o projeto do Sistema de Abastecimento de Água de Anápolis e as medidas de curto, médio e longo prazo que serão implementadas com foco na crise.

Principal polo industrial goiano, o DAIA gera 22 mil empregos e abriga mais de 150 indústrias instaladas, com destaque para farmoquímica, automobilística, química e alimentos. De acordo com dados da Secretaria da Economia, o local é responsável pela geração de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás.

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