De acordo com agente comunitária de saúde do município, Luciana Rodrigues Silva, será criada barreira para informar turistas na entrada da cidade sobre lotação dos estabelecimentos

Centro Histórico de Pirenópolis | Foto: Lúcia Costa/arquivo pessoal

Após turistas lotarem as ruas de Pirenópolis no último final de semana, a Prefeitura da cidade estuda uma maneira de evitar novas aglomeração. É o que informou a agente comunitária de saúde do município, Luciana Rodrigues da Silva, ao Jornal Opção.

“Estamos em conversação e faremos de tudo para arranjar outra forma [que não seja a barreira sanitária]. A barreira sanitária pode não voltar, mas teremos uma barreira na entrada de orientação. Ela pode se tornar sanitária ou não, mas irá orientar os turistas quanto à nossa capacidade da nossa cidade. Tem que haver reserva antecipada, pois tudo diminuiu”, informou.

De acordo com ela, todos os estabelecimentos estão com suas capacidades reduzidas, como atrativos, bares, restaurantes e pousadas. Ela ainda conta que nem todos esses locais reabriram, pois muitos donos não se sentiram seguros para retomar as atividades.

“O que aconteceu no final de semana foi que as pessoas vieram em um número muito grande, como se fosse um feriado, e chegaram aqui e não conseguiram lugar de comer ou ficar, pois já estava tudo no limite. Bares e restaurantes estão com limite de 50%, 75% em pousadas e atrativos também estão entre 30% e 50%”, explica.

Segundo Luciana, o município irá colocar informativos na entrada da cidade para alertar os turistas sobre a possibilidade de não encontrarem vagas em pousadas, restaurantes e atrativos. “Na própria entrada da cidade, ele pode ligar para um atrativo e ver se ele consegue vaga, na pousada ou algo assim. Que faça por telefone, assim ele já vem sabendo onde vai ficar.”

A prefeitura avalia que, embora tenha divulgado as limitações da reabertura, os turistas se dirigiram até a cidade sem se preocupar em organizar a estadia. “O que houve no último fim de semana foi pessoas que ficaram dentro de carro, pessoas que não conseguiram comer. Nosso quantitativo para estabelecimento reduziu bastante. Muitos já disseram que não irão abrir. Das cachoeiras, apenas cinco abriram”, disse Luciana.

“Estava no site dizendo que tinha que ter reserva para não perderem viagem, o que ocorreu foi que vieram sem reservas. Chegaram aqui e nem disponibilidade de alimentação tinha. Com isso, se tornou um caos para nossa prefeitura, para a fiscalização que não esperava esse quantitativo de gente. Como estamos em plena pandemia, achamos que não viria o número de pessoas que veio”, afirmou.