Com indicativo de greve, professores de Aparecida realizam nova assembleia para cobrar reajuste

Movimento nacional reivindica valorização da categoria e o cumprimento do novo piso salarial estabelecido; assembleia será realizada na próxima terça-feira, 22

Uma assembleia para deliberar se professores de Aparecida de Goiânia vão aderir greve deve ser realizada na próxima terça-feira, 22. Apesar disso, um ato reivindicando melhoria nas condições de trabalho e cumprimento do plano de carreira já foi realizado nesta quarta-feira, 16, em frente a Catedral Metropolitana Nossa Senhora Auxiliadora. A mobilização faz parte de um movimento nacional pela valorização da categoria e o cumprimento do piso salarial. Em nota enviada ao Jornal Opção, a Secretaria Municipal de Educação de Aparecida de Goiânia (SME) informou que paralisação não interrompeu o atendimento aos estudantes.

Para uma das coordenadoras da associação Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia, professora Solange Amorim, a reivindicação não é somente pelo piso, mas por melhores condições de trabalho, melhorias e investimento na área da educação. “Quando a categoria fala em paralisação, parece que é apenas pelo valor do piso, mas é também pelo salário. Isso porque também estamos lutando por outras coisas. As escolas são precárias, as salas abafadas. Além disso, precisamos desse valor para nos locomover, já que tem professores que trabalham em uma, duas escolas”, informou a Solange Amorim.

Um reajuste do salario dos professores em 33% foi definido pelo prefeito Gustavo Mendanha (sem partido) na última quinta-feira, 10. Porém, Solange também informa que, até o momento, o prefeito não teria manifestado o pagamento para a categoria. Além de lembrar as progressões horizontais não são pagas há seis anos pela prefeitura. A Prefeitura de Aparecida de Goiânia informou, através de nota, informou ao Jornal Opção que “a SME respeita o livre direito de manifestação exercido por eles, porém, esclarece que que está em diálogo constante com o Sindicato dos Profissionais da Educação de Aparecida de Goiânia (Sintego), que já nos apresentou as demandas da categoria e a pasta de Educação já tem trabalhado para apresentar soluções aos pedidos”.

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