Com grande público, Bon Odori traz cultura japonesa para Goiânia

Já consolidado em Goiânia, festival promovido pela Associação Nipo-Brasileira de Goiás chega a sua 13a edição com organização competente e casa cheia

| Foto: Bruna Aidar/Jornal Opção

Decoração típica chamava a atenção do público, que aproveitava o cenário pra tirar fotos | Foto: Bruna Aidar/Jornal Opção

O Bon Odori já se tornou um evento tradicional no calendário goiano. Organizado pela Associação Nipo-Brasileira de Goiás, o festival já acumula treze realizações na cidade. Sediado no Clube Kaikan, no Setor Itatiaia, reúne associações e lojas ligadas à cultura japonesa para que o público conheça alguns dos elementos mais tradicionais do País. Realizado em dois dias, sexta-feira (21/8) e sábado (22/8), o Bon Odori reuniu, segundo a organização, mais de 7 mil pessoas.

Decorado com elementos típicos do País oriental, como as luminárias de papel e cerejeiras, o festival foi muito bem organizado, sem muitas filas mesmo nos horários com maior público. O clube é bastante amplo e havia bastante mesas dispostas pelo espaço, com capacidade para acomodar bem os presentes.

Durante toda a noite, o público podia dançar músicas típicas acompanhando os animadores do Matsuri Dance. Uma das atrações foi o Taikô, um instrumento de percussão usado nas performances dos grupos Hikari Daiko, de Brasília, que é campeão mundial na modalidade, e o Kioshin Daiko, de Goiânia.

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Apresentação de Taikô com o grupo Hikari Daiko | Foto: Bruna Aidar/Jornal Opção

O preço dos ingressos (R$ 35 antecipado e R$ 40 no local) foi motivo de insatisfação entre o público, que usou as redes sociais para reclamar. Algumas pessoas postaram comentários no Facebook questionando o aumento do valor – que, em 2014, foi de R$ 30. Segundo a organização, o reajuste foi necessário para manter a qualidade do evento.

Mas realmente não é um passeio barato. Para estacionar nas dependências do clube, por exemplo, o visitante tem que desembolsar R$ 15. Os arredores estavam, como era de se esperar, lotados. Assim, não restava muita opção. O ingresso dava direito a um yakisoba, mas todo o resto é pago – apesar de os preços não serem abusivos como o de outros eventos realizados na capital.

Com os preços em conta, o visitante consegue provar vários pratos diferentes e experimentar comidas típicas da culinária japonesa. As opções eram variadas: além dos muito conhecidos yakisoba, sushi e sashimi, havia barracas vendendo guioza – um bolinho de carne de porco consumido com shoyu – tempurá, shimeji, temaki e picolé Melona, que fez bastante sucesso entre o público.

Nas barraquinhas de lojas especializadas na cultura japonesa, produtos dos mais variados tipos, desde doces até panelas e brinquedos. Sempre lotadas, as tendas de guloseimas nipônicas encantavam as crianças e adolescentes, que compravam chicletes coloridos, balas Super Lemon (que são super azedas) e gelatinas aos montes.

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Pelúcias dos Pokémons fizeram sucesso no festival | Foto: Bruna Aidar/Jornal Opção

Os otakus – termo que designa os fãs de animes e mangás – se acotovelavam nas barracas de lojas sobre o tema, atrás de cards e bonecos de desenhos tradicionais, como Pokémon e Dragon Ball. Embora em pequeno número, os cosplayers, pessoas que se vestem como os personagens das histórias,  também estiveram presentes no festival.

Outro estande que chamava bastante atenção era o dos bonsais, uma espécie de “árvores em miniatura” que levam anos para tomar a forma que tem quando exposta. Montado pela Associação Goiana de Bonsai, surpreendia os visitantes com Bougainvilles de 19 anos, caliandras com 20 anos e ficus que são cultivados há 30 anos.

Confira mais fotos do evento:

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