Com discurso da “continuidade”, base aliada lança Marconi Perillo, José Eliton e Vilmar Rocha

A convenção partidária ocorreu no Goiânia Arena e reuniu militantes dos 17 partidos que integram a aliança

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A base aliada oficializou na manhã deste sábado (28/6) a candidatura à reeleição do governador Marconi Perillo (PSDB) e do vice-governador José Eliton (PP). Completando a chapa majoritária, foi lançado ao Senado o deputado federal Vilmar Rocha. Com um sentimento de esperança quanto aos rumos para o pleito deste ano, os 17 partidos que compõem a base marconista– cinco a mais do que nas últimas eleições –  seguem sem rachaduras em prol do quarto mandato do governador tucano. A estimativa é de que sejam lançados cerca de 380 candidatos nas chapas proporcionais da aliança, formada por deputados estaduais e federais.

O discurso predominante do evento girou em torno da “continuidade” do trabalho que tem sido feito em Goiás ao longo dos anos em que Marconi está no poder. O que é visto como motivo de críticas para a oposição é tratado como ponto positivo pela base. “Nossa vantagem é que temos um projeto pronto. Estamos avançando e vamos avançar ainda mais, sempre conectados com os interesses da sociedade”, destacou ao Jornal Opção Online o presidente estadual do PSDB, Paulo de Jesus.

Em entrevista, o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, também usou a continuidade do trabalho de Marconi para responder quais seriam as vantagens da chapa majoritária da base aliada em detrimento de outras composições. “Marconi continua sendo um grande inovador. O mensageiro do novo. Ele  irá colocar Goiás no cenário nacional de forma irreversível”, avaliou.

No mesmo tom discursou o governador e candidato à reeleição. Durante sua fala, ao lado da esposa Valéria Perillo e da filha Ana Luíza, o tucano enumerou as conquistas ao longo de seus mandatos e destacou a ampliação da estrutura tecnológica do Estado como desafio a ser cumprido. Marconi também apontou os avanços dos últimos anos nas áreas de Segurança Pública, Saúde, Educação e Infraestrutura.

Nós transformamos e modernizamos Goiás juntos. Esta quarta candidatura é um desafio novo, mas isso me anima. Primeiro, porque gosto do que faço. Eu governo com alegria e fazendo bem às pessoas. Basta ver os números. Em meu primeiro mandato, quando cheguei ao governo de Goiás, o Estado tinha um PIB de  R$ 17 bilhões e  hoje  estamos chegando a R$ 150 bilhões.  As exportações somavam R$ 300 milhões de dólares e agora estamos chegando a R$ 8 bilhões. Mais de R$ 1 milhão de empregos foram gerados neste período e nós queremos avançar ainda mais”, discursou.

Com a candidatura estabelecida, Marconi passará agora a se dedicar com mais afinco às questões eleitorais. A partir de agora, o tucano deve se ocupar de sua campanha política nos períodos após o expediente no Palácio das Esmeraldas e também nos finais de semana. Sobre a captação de financiamento para a campanha tucana, o presidente do PSDB goiano, Paulo de Jesus, afirmou que a base “irá buscar tudo aquilo que for permitido pela legislação eleitoral”. Sem entrar em detalhes, ele pondera que esta preocupação é algo que passou a ser levado em conta apenas a partir das convenções realizadas hoje.

Candidato à presidência

Em dia de jogo do Brasil, as cores amarela e azul do PSDB foram bastante oportunas durante a convenção tucana realizada no Goiânia Arena. Somada a euforia da partida que ocorreria logo mais, os militantes não economizaram no grito para anunciar a chegada de Marconi ao evento, que estava acompanhado do pré-candidato à Presidência da República Aécio Neves.

Em entrevista à imprensa, o ex-governador de Minas Gerais enalteceu o trabalho de Marconi frente à gestão estadual e, como era esperado, teceu críticas à atual administração federal chefiada pela presidente petista Dilma Rousseff. “Os brasileiros querem uma administração que enfrente os problemas nas mais diversas áreas, e é tudo o que o governo federal não está fazendo. Eu tenho a absoluta confiança de que esse sentimento crescente de mudança, que nós percebemos em todo o país, irá convergir em nossa candidatura. Será uma mudança verdadeira e que o Brasil precisa”, disse.

Aécio também aproveitou a ocasião para comentar sobre o espaço vago em sua chapa majoritária quanto à vice-presidência. Há cerca de um mês chegou a ser cogitado que a vaga poderia ser preenchida por um goiano. À época, os nomes do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) – hoje aliado do PMDB de Iris Rezende –  e do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles foram citados pela imprensa local.

Durante o evento, Aécio manteve o discurso de mistério quanto à vaga a ser preenchida. O ex-governador contou que tem conversado com vários companheiros sobre a questão, inclusive com Marconi Perillo. “Nosso problema em relação à vice é o excesso e não a falta de nomes e temos nomes extremamente qualificados, dentro e fora do partido.”

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